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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Consumidor ainda não sente queda da Selic

A redução da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15,25% ao ano) em 0,5 ponto porcentual, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no final do mês passado, ainda não foi repassada ao consumidor. A afirmação é feita com base na pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Fundação Procon-SP, mostrando que, enquanto a taxa média de empréstimo pessoal caiu apenas 0,07 ponto porcentual em junho ante maio, a taxa média de especial aumentou 0,04 ponto porcentual. Com isso, elas foram para 5,30% ao mês (85,84% ao ano); e 8,24% ao mês (158,47% ao ano); respectivamente. De acordo com a pesquisa, realizada no último dia 2 com dez instituições financeiras, a maior taxa de empréstimo pessoal foi cobrada, como nos últimos meses, pelo banco Itaú (5,95% ao mês) e a menor foi verificada novamente pela Nossa Caixa (4,25% ao mês). Em junho, um banco promoveu aumento neste tipo de taxa e duas instituições decidiram modificar para baixo.A alta partiu do HSBC, que alterou sua taxa de 4,84% para 4,85% ao mês, o que representou acréscimo de 0,01 ponto percentual e variação de 0,21%, em relação ao mês anterior. Na outra ponta, o Unibanco modificou de 5,87% para 5,17% ao mês (decréscimo de 0,7 ponto e variação negativa de 11,93%) e o Bradesco reduziu de 5,71% para 5,67% ao mês (-0,04 ponto porcentual ou -0,7%).Na avaliação dos técnicos da Fundação Procon-SP, a pesquisa de juros deste mês revelou "decréscimo representativo" na taxa média do empréstimo pessoal ante maio. Desde o início do ano, a taxa média foi reduzida em 0,12 ponto porcentual. No mesmo período, o corte da Selic chega a 4,25 ponto porcentual. Cheque especialQuanto aos juros do cheque especial, o Unibanco foi a única instituição que promoveu aumento, de 0,51 ponto porcentual, e apareceu como a instituição com taxa mais expressiva (8,90% ao mês). A Caixa Econômica Federal apresentou a mais baixa, com 7,20% ao mês.Nesta modalidade, três bancos decidiram modificar para baixo: o Santander alterou de 8,50% para 8,40% ao mês (-0,10 ponto porcentual); o Banco do Brasil modificou de 7,90% para 7,85% ao mês (-0,05 ponto porcentual) e o Bradesco reduziu de 8,17% para 8,13% ao mês (-0,04 ponto porcentual).Quanto ao cheque especial, os técnicos destacaram que o comportamento foi inverso, mas que foi resultado da elevação praticada por um único banco da amostra (Unibanco) e "não reflete uma tendência".As instituições pesquisadas em junho de 2006 foram o HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.

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