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Consumidor ainda não sente queda da Selic

Mesmo com a constante queda da taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 14,75% ao ano), que desde setembro acumula queda de 5,25 pontos porcentuais, o consumidor praticamente ainda não sentiu os benefícios. Prova disso é levantamento divulgado nesta terça-feira pela Fundação Procon-SP, mostrando que taxa média do empréstimo pessoal caiu de 5,37% em julho para 5,36% ao mês neste mês, o que representa uma variação negativa - praticamente nula - de 0,01 ponto percentual. A taxa equivalente ao ano ficou em 87,05%, contra, relembrando, os 14,75% anuais da Selic.Entre os dez bancos pesquisados pelo Procon (HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco), apenas três diminuíram suas taxas no empréstimo pessoal. A maior queda foi a do Banco do Brasil, que alterou de 4,80% para 4,76% ao mês entre julho e agosto, uma redução de 0,83% (0,04 ponto percentual). Vale lembrar que essa redução nem se compara à queda de 0,25 ponto porcentual da Selic no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), em julho. Em seguida, aparece o Bradesco, que apresentou taxa de 5,63% ao mês em agosto, ante 5,67% em julho, uma variação negativa de 0,71% (0,04 ponto percentual). O terceiro banco que reduziu sua taxa de juros foi o HSBC, de 4,82% para 4,80% ao mês no mesmo período, um decréscimo de 0,41% (0,02 ponto percentual).A menor taxa do empréstimo pessoal foi a da Nossa Caixa, com 4,25% ao mês. Já o Itaú apresentou a maior taxa entre as instituições pesquisadas, com 5,95% ao mês.Cheque especial No cheque especial, a taxa média ficou em 8,17% ao mês em agosto, ante 8,18% do mês anterior, uma queda de 0,01 ponto percentual, o que equivale a 156,67% ao ano. Apenas quatro bancos diminuíram suas taxas entre julho e agosto, de acordo com a pesquisa.O Banco do Brasil foi novamente a instituição que diminuiu sua taxa mais expressivamente, que passou de 7,85% ao mês em julho para 7,81% em agosto, uma redução 0,04 ponto porcentual. Ele foi seguido pelo Bradesco, que diminuiu sua taxa de 8,13% para 8,09% ao mês em agosto, um decréscimo 0,04 ponto porcentual. O Banespa e o Santander alteraram suas taxas da mesma maneira, que passaram de 8,40% ao mês em julho para 8,38% neste mês, uma variação negativa de 0,02 ponto porcentual.A menor taxa do cheque especial em agosto foi a da Caixa Econômica Federal, de 7,20% ao mês. Por outro lado, a maior taxa verificada foi novamente a do Itaú, de 8,50% ao mês.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2006 | 17h11

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