Consumidor carioca está mais confiante; inadimplência cai

O consumidor carioca está mais confiante e menos endividado, segundo mostra pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ). O Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) registrou aumento de 2,3% na média do primeiro semestre deste ano ante igual período do ano passado. O IEC de junho, de 109,7, foi o maior registrado no mês desde junho de 2001. A diretora do Instituto Fecomércio, Clarice Messer, disse que "não há dúvida que o consumidor está em situação financeira melhor" e, com isso, melhorou também a expectativa. Segundo ela, o otimismo do consumidor é conseqüência do aumento da renda real, desaceleração da inflação, queda dos juros e expansão do crédito. A pesquisa, que resultou no cálculo do índice, foi realizada pelo instituto na Região Metropolitana do Rio de Janeiro entre os dias 19 e 22 de junho, com 3.119 consumidores. O mesmo levantamento revelou que houve um "equilíbrio" no orçamento dos consumidores cariocas no primeiro semestre deste ano. O porcentual de entrevistados que disse que o orçamento mensal está justo e "não sobrará" recursos para novos gastos, mas também não faltará, foi de 48,2% na média do primeiro semestre deste ano, ante 45,8% em igual período do ano passado. Por outro lado, o porcentual dos que responderam que "vai faltar" dinheiro caiu de 28,9% no primeiro semestre de 2005 para 25,7% em igual período de 2006. Para Clarice, "há um equilíbrio no orçamento, em conseqüência do aumento na renda real, expansão do crédito, estabilidade no emprego e queda dos juros". Inadimplência A Fecomercio-RJ registrou ainda queda na inadimplência dos consumidores cariocas. Nas contas fixas, a diminuição foi de 23,8% na média do primeiro semestre de 2005 para 23% no mesmo período deste ano. Do total de inadimplentes, as contas de telefone fixo foram campeãs em atraso de pagamento e o porcentual dos que não estavam em dia com esse compromisso permaneceu alto no primeiro semestre deste ano (58,5% dos inadimplentes). Por outro lado, os planos de saúde apresentaram o menor porcentual de consumidores em atraso (0,8%). A inadimplência em parcelas de financiamento também caiu, de 16,6% no primeiro semestre do ano passado para 15,6% em igual período deste ano. "A conjuntura econômica está aliviando o bolso do consumidor", avalia Clarice. Um dos exemplos que confirmam esse alívio, segundo ela, é o aumento na intenção de consumo. Os entrevistados na pesquisa elevaram a intenção de consumir veículos nos próximos seis meses(15,5% dos consumidores na média do primeiro semestre de 2005 para 17,0% em igual período de 2006) e também imóveis (5,8% para 7,2%). "O orçamento mais equilibrado está permitindo aos consumidores sonhos maiores, de consumir produtos de maior valor agregado e unitário", observou Clarice. O porcentual de consumidores que planejam consumir algum bem durável nos próximos seis meses subiu de 34,3% no primeiro semestre de 2005 para 36,0% em igual período de 2006.

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