Consumidor começa 2005 menos confiante com economia

Os consumidores da Região Metropolitana de São Paulo estão menos otimistas com a situação econômica do Brasil do que no início de 2005. A constatação pode ser feita com base no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de janeiro, divulgado nesta terça-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). De acordo com a entidade, o indicador atingiu 132,10 pontos neste mês, o que representou recuo de 9,3% sobre o ICC de janeiro do ano anterior (145,66 pontos) e crescimento de 0,5% ante o índice dezembro de 2005 (131,44 pontos).O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio desde 1994. Mede o otimismo dos consumidores, levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação do país no médio prazo. A variação é de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total).Na avaliação de Fecomercio, a população foi "surpreendida" pela crise política registrada no fim do primeiro semestre e isso se refletiu no setor, por meio da queda na comparação anual. Quanto ao aumento de 0,5% sobre dezembro, a entidade destacou que o comportamento pode ser atribuído à ausência de novos fatos relevantes, tanto no cenário econômico, considerado atualmente "favorável", quanto no cenário político, que estaria mostrando perda de força da crise enfrentada pelo Executivo e pelo Legislativo em 2005.Expectativas ainda são positivasOutro destaque da Fecomercio, na comparação entre janeiro e dezembro, foi a influência da variação positiva do Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que indica a percepção do consumidor quanto ao futuro. Em janeiro de 2006, o indicador atingiu 135,57 pontos, com alta de 1,1% em relação ao mês anterior, por conta do crescimento das expectativas dos consumidores com renda inferior a dez salários mínimos em relação à situação do Brasil nos próximos 12 meses. "Os consumidores se mostram, momentaneamente, mais confiantes em relação ao futuro", analisou a entidade.Segundo a Fecomercio, o aumento do ICC só não foi maior por conta da queda registrada no Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede o grau de otimismo do consumidor em relação ao presente. Este número variou -0,5% sobre dezembro e alcançou 126,89 pontos, refletindo o baixo grau de otimismo entre os entrevistados com renda superior a 10 salários mínimos.

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