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Consumidor começa a ‘apertar o cinto’ nas compras, aponta FGV

Fatia de consumidores que preveem comprar menos bens duráveis no futuro subiu de 28,6% para 31,5% de novembro para dezembro 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 12h48

A piora nas expectativas do consumidor em dezembro quanto ao futuro da economia ajudou a intensificar o ritmo de queda na intenção de compras de bens duráveis, como automóveis e geladeiras, para os próximos meses, avaliou o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Aloísio Campelo, ao comentar a pesquisa para o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de dezembro, que abrangeu 2.000 domicílios. Neste universo, a fatia dos consumidores entrevistados que preveem menor volume de compras de bens duráveis no futuro subiu de 28,6% para 31,5% de novembro para dezembro.

No mesmo período, a parcela de consumidores pesquisados que estimam maior volume de compras de bens duráveis recuou de 14,5% para 14,3%. "Realmente, se olharmos para outras informações, em que o consumidor está prevendo juros mais elevados no futuro, e ainda com a perspectiva de um avanço inflacionário, podemos dizer que agora ele começa a ''apertar o cinto'' em suas compras", afirmou Campelo.

O medo de um possível avanço da inflação no futuro, além de perspectivas cada vez mais fortes de aumentos nas taxas de juros nos próximos meses, levaram à queda de 2,1% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em dezembro. Segundo Campelo esta foi a maior queda desde novembro de 2008 (-4,1%). Ele acrescentou que, no caso do Índice de Expectativas (IE), um dos sub-indicadores do ICC e que teve queda de 3,4% em dezembro, o recuo foi o mais forte desde outubro de 2008 (-10,1%).

"Parece que a inflação teve influência neste resultado, pois as expectativas de inflação deram um salto entre novembro e dezembro", acrescentou Campelo. Segundo ele, a estimativa do consumidor para a inflação em 12 meses subiu de 6,1% para 6,7% de novembro para dezembro, o maior patamar estimado em nove meses.

Ele comentou ainda que, embora os consumidores não tenham, de maneira geral, uma visão aprofundada sobre política macroeconômica, já começam a se informar sobre o comportamento de juros no País, principalmente com avanço da oferta de crédito nos últimos dois anos. Essa melhora de conhecimento contribuiu para que, dentro do universo pesquisado (2.000 domicílios), a parcela dos consumidores que apostam em alta de juros subisse de 38,3% para 55,7% de novembro para dezembro.

"O que podemos dizer é que, entre os tópicos relacionados às expectativas, os que contribuíram mais para esta queda (na confiança do consumidor) foram assuntos relacionadas ao futuro da economia. A avaliação do momento presente continua muito boa", resumiu o especialista.

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