Consumidor está mais otimista no início de 2017, diz CNI

Em janeiro, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 103,8 pontos, um aumento de 3,5% em relação a dezembro e 5,3% na comparação com janeiro. Ainda assim, o indicador está 4,5% abaixo da média histórica

Lorenna Rodrigues, O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2017 | 11h46

O consumidor brasileiro está mais otimista neste início de ano. Em janeiro, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 103,8 pontos, um aumento de 3,5% em relação a dezembro e 5,3% na comparação com janeiro. Ainda assim, o indicador está 4,5% abaixo da média histórica.


"A maioria dos índices que compõem o Inec registra crescimento na comparação mensal. A principal razão da melhora do índice é o maior otimismo dos consumidores com relação à evolução futura do emprego, dos preços e da renda", destaca a entidade.


As expectativas em relação à inflação melhoraram - o número de entrevistados que esperam queda nos preços subiu 8,1% em relação a novembro e 15,4% na comparação com janeiro. O grupo dos que esperam queda no desemprego subiu 8,3% e 11% nas duas comparações. As expectativas em relação à renda pessoal são melhores para 7,5% em relação a dezembro e 8,7% em relação a janeiro.


Também há uma previsão de melhora em relação à situação financeira (+2,7% na comparação com dezembro) e ao endividamento (+ 3,5%).


O único índice que registrou queda foi o de compras de bens de maior valor, que recuou 2,6% em relação a dezembro e 4,5% na comparação com janeiro.


Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, a reação das expectativas de compra de maior valor depende da melhoria dos outros indicadores. "As compras de maior valor exigem financiamentos e, consequentemente, comprometimento de parte da renda por mais tempo. Por isso, a disposição dos consumidores vai melhorar na medida em que as pessoas se sentirem mais seguras com o emprego e com as condições financeiras", afirma Azevedo, em nota.

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