Consumidor gastará mais sem cartão de débito

A disputa entre supermercados e empresas de cartão de débito poderá gerar custos adicionais ao consumidor. A determinação das redes varejistas de suspender o serviço de débito automático em suas lojas, devido às tarifas elevadas, pode fazer com que o comprador tenha de utilizar dinheiro ou cheque para pagar as contas, gerando um gasto adicional com talões e caixas eletrônicos.Por determinação do Banco Central, o cliente tem direito a um talão de cheques de dez folhas por mês ou à isenção da taxa de cartão de débito, por opção própria. Se tiver de usar cheques a cada vez que for ao supermercado, pagará pelos talões adicionais.O Bradesco cobra R$ 6,00 pelo talão extra, mesma tarifa vigente no Banco do Brasil. Banespa e Nossa Caixa cobram R$ 5,00. O Itaú cobra por folha avulsa (R$ 0,90). O Unibanco é, das grandes instituições, a que cobra menos: R$ 4,00. O Real ABN Amro cobra R$ 4,00 pelo primeiro talão de cheques do mês e R$ 12,00 pelo segundo. Essas são as tarifas normais de que se utilizam os bancos - há ainda a opção dos pacotes, mas cada um tem as suas regras específicas.Caso o consumidor decida pagar a conta de supermercado com dinheiro, ele poderá gastar mais pelo saque em caixas eletrônicos. Ainda nas tarifas normais, o Bradesco é o único dos grandes bancos que não cobra pelo serviço. A tarifa da Nossa Caixa é de R$ 2,50. O Unibanco cobra 2,30 e o Banco do Brasil e o Banespa, R$ 1,50. O Real ABN Amro cobra R$ 1,20 por saque. Supermercado tem direito de escolher como recebeOs órgãos de defesa do consumidor, como o Procon - ligado ao governo estadual -, avisam que nada podem fazer para ajudar, pois é direito dos supermercados escolher qual a forma de pagamento em suas lojas. Eles só são obrigados a receber em dinheiro.Segundo o Procon, há uma investigação da Secretaria de Direito Econômico, ligada ao Ministério da Justiça, em andamento para estabelecer se há cartelização por parte dos supermercados nesse caso. Mas é a única medida tomada até agora.

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