Consumidor leva processo a sério nos EUA

Nos Estados Unidos, as empresas do setor automotivo e os proprietários de veículos levam os recalls a sério. Segundo a agência responsável pela segurança de tráfico (NHTSA), as próprias empresas voluntariamente iniciam o recall e, em média, 71% dos consumidores levam seus veículos para os reparos.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h07

O desrespeito às regras pode resultar em multas milionárias para as empresas fabricantes de veículos, pneus e equipamentos de segurança. Além disso, em um país onde há uma rede de escritórios de advocacia especializada em processos de indenização, a antecipação do conserto da causa um potencial acidente pode evitar um prejuízo ainda maior para a imagem da empresa e para seus cofres - além, especialmente, de vidas.

Nos EUA, cerca de 42 mil pessoas morrem em acidentes nas estradas. Trata-se da principal causa de mortes entre pessoas com menos de 34 anos de idade. O custo dos acidentes com veículos no país é estimado em US$ 150 bilhões ao ano. Desde sua criação, há 45 anos, a NHTSA determinou o recall de 390 milhões de veículos, de 46 milhões de pneus, de 66 milhões de peças de motor e de 42 milhões de cadeirinhas para crianças.

A regra básica da NHTSA para os recalls é a seguinte: se a empresa descobre defeito ou não obediência dos padrões de segurança em seus veículos, tem de notificar a agência em cinco dias. A própria NHTSA pode descobrir o defeito, por meio de investigações originadas em reclamações de proprietários de veículos e outros meios.

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