Consumidor não está otimista com mercado de trabalho

Mesmo com perspectiva futura de melhora na situação da economia, o consumidor não está otimista com o mercado de trabalho futuro. A avaliação é do coordenador de Sondagens Conjunturais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloisio Campelo.Segundo ele, a partir dos resultados do novo Índice de Confiança do Consumidor (ICC), feito com base na Sondagem das Expectativas do Consumidor e que engloba um universo de 2.031 consumidores, ouvidos entre os dias 1 a 21 de outubro, caiu de 9,2% para 8,1% de setembro para outubro a parcela dos consumidores que esperam mais facilidade na obtenção de emprego nos próximos seis meses.Além disso, a parcela dos consumidores que projetam dificuldade na obtenção de emprego, no futuro, continua em patamar elevado, e passou de 74,1% em setembro para 73,4% em outubro. "Há uma perspectiva de melhora na situação econômica, no futuro, mas o consumidor ainda não está vislumbrando isso para o emprego", afirmou Campelo. O quesito sobre patamar de emprego foi uma das três a apresentar sinais de pessimismo, em seu conjunto de respostas, entre os cinco quesitos que formam o ICC. Juros e comprasA pesquisa também apontou aumento na percepção do consumidor de uma futura queda nos juros. De acordo com ele, subiu de 28,4% para 29,9% de setembro para outubro a parcela dos consumidores que acreditam em queda nos juros nos próximos seis meses. Além disso, caiu de 31,8% para 26,9% a participação dos entrevistados que acreditam em juros altos no mesmo período. Apesar disso, a maioria dos consumidores não se sente confiante o suficiente para comprar itens de maior valor agregado no futuro, como imóveis e automóveis. Subiu de 90,9% para 91,7% a parcela dos consumidores que informaram não ter intenção de comprar imóvel nos próximos seis meses, de setembro para outubro. Além disso, subiu de 76% para 80% a participação dos entrevistados que revelaram não pretender comprar automóvel nos próximos seis meses.

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