Consumidor paulistano está mais otimista

Após três meses de cautela, o consumidor paulistano tem se mostrado mais otimista em abril. O Índice de Intenção do Consumidor (IIC) medido pela Federação do Comércio do Estado (Fecomercio-SP) teve uma alta de 2,50% em relação a março e de 1,50% em relação a abril de 2002.A queda do dólar e a aparente estabilidade da inflação levaram o índice de intenções atuais - um dos componentes do IIC - a crescer 6,18% em relação a março. A inflação perdeu pontos na avaliação do consumidor entre as questões que causam preocupação, assim como o desemprego, que cederam espaço para o cenário internacional, afetado pela guerra no Iraque. O otimismo é maior entre os homens e nas faixas etárias entre 25 e 34 anos.Apesar da maior disposição para as compras, o consumidor ainda está restringindo os planos aos bens não-duráveis, segundo avaliou a assessoria da federação. Este fato pode ser observado pelo desempenho deste segmento também nas pesquisas sobre venda e preços. No IIC de abril, o porcentual de pessoas que não pensam em adquirir bens de maior valor subiu de 48,74% em março para 52,02%. O item automóvel foi o que mais perdeu pontos, seguido pela geladeira, máquina de lavar roupas e forno microondas.A pesquisa do IIC é realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo com 900 pessoas, levando em conta as condições econômicas atuais do entrevistado e as expectativas com relação à situação do País. O índice varia de 0 a 200. O IIC é um dos da dos utilizados pela Copom do Banco Central na definição da taxa de juros básica, a Selic.

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