Consumidor pouco se arrisca nos presentes

O movimento de vendas no comércio na primeira quinzena do mês está quase empatado com o do mesmo período do ano passado. As vendas à vista ou parceladas com cheques pré-datados e cartão de crédito - de vestuário, calçados, brinquedos e outros presentes de menor valor - estão predominando sobre a venda a prazo, principalmente de eletroeletrônicos. Até o dia 12 o Usecheque, que dá uma idéia das vendas à vista ou com pré-datados, indicava um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) mostrava queda de 6,7%. "Esta tendência tem se mantido nos últimos dias indicando, na média, um empate nos dois indicadores", diz o economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, que divulga hoje os resultados da quinzena. As chuvas contínuas no fim de semana atrapalharam principalmente as lojas de rua. O SCPC registrou queda de 7,8% e o Usecheque, de 1,9% entre sexta e domingo, comparado com o mesmo período em 2000. "Apenas nos shoppings o movimento foi bom", diz o diretor da rede de brinquedos Ri Happy, Ricardo Sayon, que teve no fim de semana um crescimento de 3% nas vendas em relação ao fim de semana anterior. Na quinzena, as vendas estão empatadas com as do Natal de 2000. Nos shoppings, as vendas aumentaram em média 15% em relação ao fim de semana anterior, mas ainda assim estão de 3% a 4% abaixo do ano passado, segundo levantamento da Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop). "É claro que há shoppings que estão muito bem, mas na média os resultados ainda são menores do que os do ano passado", diz, o presidente da Alshop, Nabil Sahyon. Sua expectativa é que nos próximos dias, com a segunda parcela do 13.º, o movimento cresça e o mês feche com resultado semelhante ao do ano passado. O gerente da Hering do Shopping Higienópolis, Walter Fioretto Campagnare, comemora os bons resultados das vendas no último fim de semana. "O movimento foi 30% maior que no ano passado", afirma. Segundo ele, o fato de esse ser o segundo Natal do centro de compras colaborou para os bons resultados nas vendas. De acordo com o gerente, os clientes esse ano estão preferindo comprar peças de valor mais baixo, mas em maior quantidade. Esse é o caso da fisioterapeuta Yayo Miura Santow, que foi ao centro de compras procurar presentes para, pelo menos, cinco pessoas. "Pretendo gastar em média de R$ 30,00 para cada um", diz. Já a médica Valéria Riva, que pretende terminar as compras de Natal antes do fim de semana, tem a intenção de gastar até R$ 300,00 num presente para o marido. "Estou colocando no cartão ou pagando em duas vezes, quando há essa opção." A situação está mais difícil para quem comercializa eletroeletrônicos. Na Lojas Cem as vendas, na quinzena, estão 20% abaixo das do mesmo período de 2000. Outra grande rede informa também que teve uma recuperação em relação a novembro, mas ainda assim está com vendas menores do que as do ano passado. No segmento de informática a situação é melhor.A Compaq conseguiu, apenas no fim de semana, liquidar em um feirão seu estoque de máquinas que serão substituídas com o lançamento do Pentium 4.

Agencia Estado,

18 Dezembro 2001 | 08h54

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