Consumidor poupa mais em julho

O consumidor poupou mais e gastou menos em julho, segundo dados da Sondagem das Expectativas do Consumidor, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Aloisio Campelo, de junho para julho, subiu de 13,3% para 14,6% a parcela dos consumidores entrevistados que informaram estar poupando. No mesmo período, caiu de 23,2% para 21,4% o porcentual dos entrevistados que informaram estar endividados no mês. "Em julho, as finanças do consumidor parecem bem equilibradas", afirmou Campelo. Ele comentou que um dos principais motivos para esse cenário favorável é o comportamento benéfico da inflação, que tem elevado o poder aquisitivo do consumidor e impulsionado o rendimento real do brasileiro. Além disso, ele comentou que o consumidor sempre está em um aprendizado permanente na hora de equilibrar suas contas - e a conjuntura favorável em julho favoreceu na construção desse equilíbrio.Juros Ainda, segundo a pesquisa, a parcela dos entrevistados que esperam continuidade na queda dos juros, nos próximos meses, subiu de 27,9% em junho para 31,3% em julho. No mesmo período, caiu de 21,3% para 18,7% o porcentual de entrevistas que aguardam alta de juros, nos próximos meses. "O consumidor está mais confiante na queda dos juros. Ele (o consumidor) não acha que, por já ter caído muito, os juros vão parar de cair", afirmou Campelo. Ele admitiu que o cenário favorável nos juros ajuda ainda a intenção de compras do consumidor para os próximos meses. "Os juros para empréstimo estão caindo sim. Não na mesma proporção que a Selic (a taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano), mas estão caindo", disse o economista, comentando que isso favorece a decisão do consumidor de comprar ou não bens duráveis. Ainda de acordo com Campelo, a projeção do consumidor para a inflação nos próximos 12 meses também não mudou muito, passando de 7% para 7,2%, de junho para julho.

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