Consumidora de SP 'importa' iPhone da Bahia

Quando a operadora TIM anunciou o início da venda do iPhone 4 no País, a analista de sistemas Sahamanta Maia, que vive em São Paulo, não perdeu tempo: cadastrou-se na operadora no período de pré-venda para garantir o recebimento do aparelho em setembro. Mal sabia que estava prestes a iniciar uma jornada de três meses até que o produto chegasse às suas mãos. Após a operadora não cumprir o primeiro prazo estabelecido para contato - sete dias úteis -, ela fez o primeiro contato. Foi orientada a esperar 48 horas, também sem sucesso. Na ligação seguinte, estabeleceu-se um novo prazo de sete dias úteis. As extensões se sucederam e a relação de desconfiança chegou ao ponto de Sahamanta passar a gravar as ligações com a operadora.

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Em dezembro, ela finalmente jogou a toalha: disse à empresa que não tinha mais interesse no aparelho. Dias depois, a mãe da analista de sistemas, que vive em Salvador, recebeu uma ligação da Vivo com a oferta de um iPhone 4. Sahamanta não pensou duas vezes: pediu que a mãe comprasse o aparelho, ainda que bloqueado. Ela gastou R$ 150 no desbloqueio e não conseguiu da TIM sequer o microchip usado no produto da Apple. Foi orientada, pela equipe da loja de um shopping de São Paulo, a procurar um quiosque de eletrônicos que "adaptou" o chip tradicional da consumidora, cortando-o com uma tesoura.

A analista de sistemas disse que jamais foi procurada pela TIM, apesar do longo histórico de discussões: "Fico com a operadora por causa dos planos, mas o pós-venda é muito ruim", diz. Procurada pela reportagem, a TIM lamentou o ocorrido e disse que se esforça para corrigir as distorções relatadas. .

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