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Consumidores devem gastar menos no Dia dos Namorados

Pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC mostra que 52% dos entrevistados pretendem ter gasto menor com presentes; desemprego e endividamento são principais causas

Arthur Cagliari, Rafaela Malvezi, Especiais para O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2015 | 16h56

Em meio ao cenário de desaceleração da economia, o brasileiro irá reduzir os gastos em 2015 no Dia dos Namorados. Foi o que apontou uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Segundo o levantamento, 52% dos consumidores pretendem gastar menos do que em 2014 com presentes para comemorar a data. A maioria dos entrevistados planeja comprar apenas um presente, gastando, em média, R$ 138.

De acordo com a pesquisa, a principal forma de pagamento será à vista em dinheiro (57,7%), sendo o cartão de crédito, à vista, a segunda opção mais mencionada (16,4%). Já o cartão de débito deve ser a forma menos utilizada pelos consumidores nas compras (7,1%). 

Em nota, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explicou que o cenário econômico é determinante para o comportamento dos consumidores. “O momento é de fazer reservas e não se endividar”, afirmou. “O pagamento parcelado de presentes pode prejudicar o pagamento de contas no futuro”.

Dentre os motivos citados pelos consumidores como responsáveis pelo corte de gastos na data comemorativa, dois se destacaram: desemprego (25,8%) e endividamento (24,9%). Para a economista-chefe do SPC, a restrição de crédito, a inflação elevada e as altas taxas de juro levam as pessoas a recorrer ao corte de gastos para salvar o orçamento doméstico. “A desaceleração da economia diminui o poder de compra do consumidor”, explica.

Presentes. As roupas devem ser os presentes mais comuns nesta Dia dos Namorados. De acordo com a pesquisa, 46,5% dos consumidores devem comprar este tipo de presente – calçados apareceram em segundo lugar, empatados com perfumes e cosméticos (22,2%). Em seguida, estão os acessórios de moda (10,3%) e os jantares (8,1%).

Em relação ao local de compra, o shopping center continua sendo a principal opção dos consumidores (45,3%). As lojas de rua e também as virtuais aparecem em menor proporção (22,8% e 9,7%, respectivamente).

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