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Consumidores do RJ preferem comprar produtos de camelôs

A maioria dos consumidores do Rio de Janeiro prefere pagar mais barato em produtos do mercado informal, nos chamados "camelôs" do que nos itens mais caros de lojas legalizadas. A avaliação consta da pesquisa sobre Concorrência Desleal e Comportamento do Consumidor, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgada hoje.Cerca de 60% dos entrevistados ouvidos para a análise afirmaram que compram produtos no comércio informal. Destes, 31,9% apontaram o preço como fator determinante para a compra de produtos no segmento. Segundo Firjan, o porcentual de pessoas que afirmaram comprar itens no mercado informal é maior nas classes C e D ? respectivamente 66% e 60% dos entrevistados nas classes.Para o diretor corporativo da Firjan, Augusto Franco, o mais surpreendente na análise foi que 47% dos entrevistados da classe A; e 49% dos analisados na classe B responderam que consomem produtos no mercado informal.DesvantagensOs entrevistados reconheceram que há desvantagens de comprar no mercado informal, como a falta de qualidade (23,1% dos analisados); o fato do produto ser ilegal (16,9%) e menor vida útil do produto (13,6%). Ele informou que, de cada 10 consumidores que afirmaram na pesquisa comprar produtos de "camelôs", dois responderam não conhecer os males à saúde que os produtos poderiam acarretar. Segundo ele, a pesquisa mostra ainda que 59,7% dos pesquisados que afirmaram comprar produtos ilegais pretendem continuar adquirindo produtos no mercado informal.Firjan aponta alternativasPara mudar este cenário, Franco citou três ângulos para diminuir a força do mercado informal. O primeiro seria mudar de forma expressiva o sistema tributário, para que o comércio formal possa competir com os preços baixos do comércio informal. O segundo, maior fiscalização para impedir as atividades de comércio informal; e o terceiro seria a conscientização, junto ao consumidor, do ônus das compras nos "camelôs", como os impactos negativos na arrecadação tributária e menor volume de empregos formais. A pesquisa ouviu 300 pessoas no centro do Rio de Janeiro e foi realizada nos dias 18, 19 e 20 de maio.

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