Tiago Queiroz/ Estadão - 25/11/2020
Tiago Queiroz/ Estadão - 25/11/2020

Consumidores estão mais indecisos sobre comprar na Black Friday este ano, aponta FGV

De acordo com sondagem do Instituto Brasileiro de Economia, adesão à data de descontos, nesta sexta, vai depender do tamanho dos descontos e das condições de pagamento

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2020 | 14h26

RIO - Apesar das expectativas otimistas do comércio varejista pelo desempenho das vendas na Black Friday, os consumidores estão mais indecisos sobre se aproveitarão ou não as liquidações da campanha deste ano, segundo dados de um quesito especial da Sondagem do Consumidor de novembro, apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e obtido com exclusividade pelo Estadão/ Broadcast.

O momento é de cautela, e os brasileiros somente irão às compras caso as promoções e as condições de pagamento se mostrem de fato atraentes, avaliou Viviane Seda, coordenadora das Sondagens do Ibre/FGV.

"Há um aumento de incerteza sobre a data este ano, um porcentual maior de pessoas dizendo que não sabem se vão comprar ou que talvez comprem, mas dependendo dos preços. A situação atual é de preocupação, os consumidores estão bastante cautelosos com as compras, consumindo bens essenciais e se precavendo sobre o futuro. O comércio pode se beneficiar se realmente criar oportunidades de venda de produtos com preços mais acessíveis", disse Viviane Seda.

Desde 2017, a sondagem questiona os entrevistados se eles pretendem comprar produtos ou serviços na Black Friday. A fatia dos que dizem que irão comprar “com certeza” encolheu de 8,4% dos entrevistados em 2019 para apenas 6,4% em 2020, a menor proporção da série histórica. A parcela dos que declararam que não comprarão aumentou de 59,9% em 2019 para 60,3% em 2020.

O total de indecisos, que responderam que não sabiam se comprariam, cresceu de 4,1% em 2019 para 6,6% em 2020, maior patamar da série. O montante que respondeu que talvez fizesse compras, que dependeria dos preços, permaneceu estável em 21,3%.

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"É um risco acreditar que essa pode ser a maior Black Friday de todas as edições. Já tivemos momentos melhores, há muita cautela em relação ao futuro. Talvez o comércio consiga um desempenho bem sucedido se oferecer preços menores e condições de pagamento melhores. Se o consumidor não enxergar uma oportunidade grande, ele não vai se arriscar", previu Viviane.

Entre as faixas de renda familiar, a sondagem identificou uma propensão maior às compras entre os consumidores com rendimento familiar mensal acima de R$ 4.800.

"Isso tem a ver com essa capacidade de ter uma reserva maior e poder usar essa reserva nesse momento, mas os consumidores de alta renda também estão mais cautelosos. Ter uma reserva maior não significa que vão comprar", ponderou a coordenadora do Ibre/FGV.

 

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