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Consumidores gastam mais com veículos

Gastos com a aquisição de veículos, manutenção, taxas, seguros e combustível deverão atingir R$ 278 bilhões neste ano, estima o programa Pyxis Consumo, do Ibope. Estas serão as maiores despesas de consumo das famílias brasileiras neste ano, superando até os gastos com alimentação no domicílio, projetados em R$ 250 bilhões. À vista dos dados, não se estranhe o comportamento vigoroso da produção e das vendas do setor automobilístico, que se recuperou, em agosto, e tende a se estabilizar em nível bastante elevado até o final do ano.

O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 02h10

A produção de veículos foi de 340,5 mil unidades, no mês passado, e de 3,69 milhões de unidades, nos últimos 12 meses, 9% acima de julho e 12,7% mais do que nos 12 meses anteriores.

Os veículos produzidos no País tomaram espaço dos importados. Em agosto, a queda dos licenciamentos de 3,8%, em relação a julho, e de 21,6%, em relação a agosto de 2012, deveu-se à redução das vendas de importados, de 82,5 mil unidades entre os primeiros oito meses de 2012 e 2013. Só em um mês (abril) as vendas de importados cresceram em relação ao mesmo mês de 2012.

O setor de veículos parece incluir-se entre os poucos a ganhar mercado com a desvalorização do real: as exportações cresceram 11,2%, entre julho e agosto (de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,67 bilhão); 11,4%, entre os períodos de janeiro a agosto de 2012 e 2013; e até no acumulado de 12 meses foram 0,6% maiores. É um porcentual pequeno, mas indica que se tornou mais competitivo produzir no Brasil. Enquanto melhorava a exportação, estabilizaram-se os estoques de veículos. Essa é a questão que mais preocupa as montadoras, dado o custo de manter os estoques.

Entre janeiro e agosto, a produção de caminhões ajudou a empurrar para cima as montadoras, com aumento de 51% em relação a igual período de 2012. Já as vendas cresceram, no período, 11,9%, lideradas pelos caminhões pesados. É um indicador de aumento de investimentos, estimulado por juros subsidiados nos financiamentos do BNDES.

Aumentou o grau de dependência da produção industrial do comportamento da indústria automobilística, beneficiada por desonerações tributárias e programas especiais, como o Inovar-Auto. Melhor seria que uma parcela maior da produção nacional fosse exportada.

São, sem dúvida, excessivos os dispêndios das famílias com os veículos, agravados pelas limitações da infraestrutura viária.

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