Consumo consciente é parte do espírito natalino

Entidades dão dicas ao consumidor num pequeno guia de consumo consciente no Natal

Tatiane Matheus, de O Estado de S. Paulo,

20 de dezembro de 2008 | 12h13

No período das festas de fim de ano, muitos confundem espírito natalino com a necessidade de comprar presentes compulsivamente. A advogada Viviane Franco diz que é consumista, mas não compulsiva. Ela vai às compras toda semana. "Uso sempre o cartão de crédito porque é mais cômodo e consigo muitos pontos. Mas sempre pago o valor total da fatura. Só compro aquilo que sei que posso pagar." Ela acredita que o consumo é uma vaidade e procura doar roupas e sapatos que não usa mais. "É preciso renovar."     Veja também: Consumo consciente é parte do espírito natalino   Já o artesão José Maria Cardoso gosta de se planejar na hora de fazer compras e usa a internet como uma aliada. Ele pretende comprar uma TV de LCD em janeiro para pegar as promoções pós-festas. "Como vou comprar à vista, devo conseguir um desconto."   Ele dá a receita para economizar: primeiro pesquisa sobre qual é o produto que tem as características que ele procura; depois de defini-lo, faz uma pesquisa de preços; junta dinheiro e faz a compra à vista. Após um problema com um site, Cardoso também pesquisa se a empresa tem queixas e sobre o quê. Diferentemente da advogada, o artesão acha que, para comprar algo, é preciso ter um propósito. "Nunca devemos ir pela euforia porque nos prejudica e fazemos uma má compra."   Cardoso é um exemplo de consumidor consciente para os especialistas porque planeja antes de comprar e faz o pagamento à vista. Mesmo a consumista Viviane dá um exemplo de consciência quando somente gasta aquilo que pode pagar e doa o que não lhe interessa mais.   Em tempos em que o futuro da economia é uma incógnita e que consumir de maneira consciente se transformou numa obrigação de quem se preocupa com o futuro do planeta, a coluna Seus Direitos, de O Estado de S. Paulo, conversou com a supervisora institucional da Pro Teste, Ana Luisa Ariolli, e com a porta-voz do Instituto Akatu, Raquel Diniz e fez um pequeno guia do consumo consciente no Natal.   Para quem deixou para a última hora - atitude não muito prudente, no próximo ano talvez consiga se organizar melhor com essas dicas. "Devemos rever nossos valores, o que nos motiva e pensar na responsabilidade de nossos atos. Maximizar os pontos positivos e minimizar os negativos", aconselha Raquel. Ana Luisa pede paciência na hora de comprar: "Na pressa não se observa determinados detalhes." Ambas enfatizam que a prioridade é não esquecer o real significado dessa época.   Vamos às compras! Veja abaixo algumas dicas:   - Antes de tudo é preciso organização. - Uma lista de quem vai ser presenteado no Natal. - Pense em cada um que vai receber o presente e o que essa pessoa gostaria de ganhar. - Pesquise os preços. - Saiba quais são as políticas de troca das lojas e as garantias. Lembre-se que as lojas somente são obrigadas a trocar produtos com defeito. Trocas por cor, gosto e tamanho são apenas uma liberalidade. - Verifique as etiquetas de roupas. - Evite produtos piratas. - Certifique-se de que os eletrodomésticos ou eletrônicos comprados têm manual em português e se precisam de algum acessório que o complementem. - Faça um teste na loja ou assim que instalá-lo. - Opte por empresas que se preocupam com o meio ambiente e desenvolvimento social. - Inove buscando presentes diferentes em feiras de artesanato ou em bazares beneficentes. - Pontas de estoque, brechós e sebos podem ter grandes tesouros. - Quem for talentoso pode fazer as lembranças. - Dê um par de convites para uma peça de teatro. - Anote alguns sites que comercializam produtos de instituições de caridade e derivados de ONGs. Alguns sites: http://www.aacd.org.br/, http://www.hope.org.br/, http://www.realice.com.br/, http://www.casadavila.com.br/, http://www.artesol.org.br/. - Faça um amigo secreto. Afinal, não é preciso bancar o Papai Noel da família inteira!   * Consumidores que se sintam prejudicados ou tenham dúvidas referentes às suas relações com empresas podem mandar suas reclamações para a coluna Seus Direitos que sai todas as segundas-feiras no Caderno de Economia do Jornal O Estado de S. Paulo. As queixas devem ser enviadas com assinatura, identificação RG, endereço e telefone. O Estado se reserva o direito de selecioná-las para publicação. Correspondência sem esses dados não será considerada. Todas as reclamações serão enviadas às empresas, que terão 15 dias para responder. O e-mail é consumidor.estado@grupoestado.com.br.

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