Daniel Teixeira/AE-21/9/2010
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Coluna

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Consumo consciente fica mais fácil com elaboração de planilha orçamentária

Os jovens têm salários bons cada vez mais cedo. Queria que você desse dicas de como economizar esse dinheiro e usá-lo de forma correta.

Fabio Gallo, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2011 | 00h00

Praticando o consumo consciente. Isto significa gastar no que você realmente precisa e dentro de seu orçamento familiar. Daí vem a importância da manutenção de um orçamento familiar correto, de maneira a manter um controle permanente de seus ganhos e de todos os seus gastos. Assim, você saberá quais as despesas que estão fugindo ao seu controle e que devem ser cortadas. Permite, também, descobrir quais as oportunidades de cortes de gastos para gerar poupança. Dessa forma na hora do consumo não haverá problema algum. Você não terá aquela dor de cabeça de quem gastou e não sabe como pagar. Quem acompanha a nossa coluna já deve ter lido várias vezes o que sempre repito: as pessoas devem planejar a sua vida financeira, ter disciplina em relação a gastos e poupança, e buscar conhecer cada vez mais sobre investimentos. Tudo isso simplesmente para poder viver melhor com a sua própria renda.

Tenho 68 anos, sou casado e a nossa renda mensal é suficiente para cobrir todas as despesas. Temos aplicado em VGBL, poupança e PGBL cerca de R$ 300 mil. Adoramos viajar. Considerando mais uns 10 anos, quanto é possível gastar anualmente com viagens e ainda ficar com uma reserva de R$ 100 mil para despesas urgentes?

Considerando um ganho líquido em torno de 0,6% ao mês, vocês poderão gastar um pouco mais de R$ 50 mil por ano em viagens. Mas, como sempre alerto: este tipo de cálculo trata-se apenas de uma estimativa porque desconsidera inflação, mudanças no perfil de gasto da família, manutenção dos ganhos líquidos, entre outras coisas. Chamo a atenção, também, que manter em poupança somente R$ 100 mil para um casal de aposentados com o nível de consumo que vocês mostram ter pode não ser uma boa opção. Por outro lado, parabéns. É muito legal ver pessoas como vocês que estão próximos aos "setentinha" pensado em viajar, aproveitando melhor a vida.

Clonaram o meu cartão de crédito há dois meses. Já cancelei o plástico, pedi o reembolso dos valores indevidos, mas não quero quitar a fatura deste mês, que é praticamente inteira fraudada. O banco, no entanto, diz que eu tenho de pagar e terei crédito nas próximas faturas. Isso está certo?

No meu entendimento você está certo. Você tem o direito de recusar cobranças indevidas. Principalmente se o banco já reconheceu que a fatura está com valores fraudados, eles devem colocar em diligência os valores duvidosos e te cobrar somente do valor realmente devido. Embora um dos primeiros procedimentos seja buscar pela a ouvidoria da instituição financeira e fazer uma reclamação, um teste rápido pela internet mostra que isto não seja tão fácil e ágil como deveria ser. Você pode também abrir uma denúncia na Abecs, que é a associação dos cartões de crédito, e em órgãos de defesa do consumidor. Logicamente você pode levar o caso para a Justiça. As administradoras do cartão não podem se isentar da responsabilidade em relação à segurança das operações com cartões de crédito. Caso isso ocorra deve haver denúncia do fato.

Fui atendido pelo senhor há alguns meses e, de acordo com suas sugestões, fiz várias alterações na minha programação financeira. Agora estou assim: tenho 82 anos e R$ 1.200.000 aplicados, que no ano passado me renderam 0,7% ao mês já descontado o Imposto de Renda. Tenho outros rendimentos no valor de R$ 9 mil líquidos e uma despesa mensal media de R$ 21 mil. Portanto, todo mês retiro cerca de R$ 5 mil das aplicações. Pergunto: quanto tempo terei recursos das aplicações acima?

Como você tem aplicado R$ 1,2 milhão e com rendimento líquido de 0,7% ao mês, teoricamente pode haver a retirada de R$ 8.400,00 mensais (0,7% do total). Logo, seu dinheiro nunca irá acabar. Mas, esses cálculos devem ser considerados com todas as reservas, são apenas estimativos, porque não consideram inflação, mudanças no perfil de gasto da família, manutenção dos ganhos líquidos, entre outras coisas.

FÁBIO GALLO É PROFESSOR DE FINANÇAS DA FGV E DA PUC-SP

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