Consumo das famílias brasileiras caiu 11,7% de 1996 a 2001

O consumo das famílias brasileiras caiu entre 1996 e 2001, segundo destaca pesquisa anual de comércio divulgada hoje pelo IBGE. A receita líquida do varejo registrou queda de 11,7% no período, refletindo a retração do consumo doméstico. Houve queda também no salário médio do setor (-11,7%) entre 1996 e 2001, contrastando com o aumento de 22,1% nos postos de trabalho no mesmo período. A pesquisa mostra também que 34,3% das empresas varejistas estiveram voltadas, em 2001, para a comercialização de produtos alimentícios (hipermercados e supermercados; armazéns, mercearias e lojas de conveniência e comércio especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo), ocupando 35,1% da mão de obra e 41,1% da receita líquida de revenda total do varejo. O segmento de hiper e supermercados, que representa apenas 0,9% das empresas varejistas, respondeu, sozinho, por 30,5% do faturamento do varejo ( R$ 55,6 bilhões) em 2001. Combustíveis As empresas atacadistas de combustíveis (distribuidoras) aumentaram 86,9% sua receita líquida entre 1996 e 2001, enquanto para as varejistas (postos de gasolina) o aumento foi bem inferior, de 39,9%. A pesquisa mostra também que, em contraste ao aumento do faturamento, a população ocupada no atacado de combustíveis cresceu apenas 0,4% no período, enquanto no varejo do setor a expansão foi de 13,6%. Os salários despencaram em ambos os segmentos: -18,9% no atacado e -11,4% no varejo. Em termos gerais, a pesquisa estimou 1,3 milhões de empresas comerciais (incluindo todos os segmentos) em atividade no País em 2001, gerando uma receita líquida de revenda de quase R$ 500 bilhões e ocupando 5,8 milhões de pessoas. São PauloO Estado de São Paulo foi responsável por 61,1% (ou R$ 167,67 bilhões) da receita operacional líqüida dos estabelecimentos comerciais do Sudeste em 2001. O comércio atacadista detém a maior parte (41,6%) da receita comercial no Estado. Em 2001, havia 428.738 estabelecimentos com receita de revenda em São Paulo, ocupando 1.723.921 pessoas, que receberam R$ 11,40 bilhões em salários e retiradas. Na região Sudeste, a pesquisa detectou 715.072 estabelecimentos comerciais com receita de revenda em 2001, que ocupavam 3.147.268 pessoas, pagavam R$ 17,93 milhões em salários e tinham receita líqüida total de R$ 274,49 milhões (55,7% da receita operacional líqüida do País). Além de São Paulo, as participações dos Estados na receita regional em 2001 eram: Minas Gerais (17,20%), Rio de Janeiro (15,24%) e Espírito Santo (4,80%).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.