Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

‘Consumo das famílias define futuro da construção', diz economista do Ibre

Resultado do setor surpreendeu no primeiro semestre, segundo Ana Maria Castelo

Entrevista com

Ana Maria Castelo, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Douglas Gavras, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2020 | 14h00

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), avalia que a covid-19 atingiu a economia quando o setor da construção mal se recuperava da última crise. A seguir, trechos da entrevista. 

Como avaliar o primeiro semestre para o financiamento?

O efeito esperado por conta da pandemia era uma forte queda da demanda, mas os dados do semestre surpreenderam. Só que o cenário ainda é incerto. 

Os recordes para a captação da poupança devem se manter?

Parte da captação recorde veio por causa de programas, como o auxílio emergencial e a compensação pela redução de salário, que chegaram à população por meio da poupança. Mas não é certo que isso se sustentará, a medida que o desemprego suba e as pessoas saquem o que pouparam. 

Qual é a perspectiva para o setor após o pior da pandemia?

O baque da covid-19 veio em um momento em que o mercado ainda se recuperava da última recessão. O que pode impulsionar o setor imobiliário é a recuperação da capacidade de consumo das famílias. 

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