Consumo de álcool começa a cair e preço deve se estabilizar

A União Agroindústria Canavieira de São (Unica) estima que o consumo de álcool combustível deverá cair 20% nas usinas com o recentes aumento dos preços e a redução na mistura do anidro à gasolina, após o fim do acordo entre governo e usineiros. O presidente da entidade, Eduardo Pereira de Carvalho, afirmou que cerca de 100 milhões de litros foram retirados do mercado com a redução de 25% para 20% na mistura álcool anidro-gasolina, e de 100 milhões a 150 milhões de litros deixarão de ser consumidos em virtude do preço. Com isso, o consumo médio mensal de álcool, que variava de 1,1 bilhão a 1,2 bilhão de litros de álcool, pode cair para abaixo de 1 bilhão de litros. "A redução no consumo ocorreu a partir da quarta-feira de cinzas, quando o preço (do litro) superou R$ 1,90 em São Paulo", disse Carvalho. No entanto, a partir da segunda quinzena de abril todas as usinas do Centro-Sul estarão processando a safra 2006/2007 de cana-de-açúcar e, segundo o executivo, os preços devem se estabilizar e cair a partir de então. Até lá, conforme apurou a Agência Estado, os preços nas usinas seguem altos. Na última semana, uma unidade sucroalcooleira do Centro-Oeste vendeu álcool hidratado a R$ 1,70 o litro e outra, na região Sudeste, a R$ 1,47 litro. Com pouquíssimas unidades no Paraná com a safra iniciada, os estoques da safra passada estão no final e restritos a três grandes grupos comercializadores do combustível.Estado de São PauloJá o consumo de álcool hidratado nos postos do Estado de São Paulo pode cair até 40% neste mês se o preço do combustível persistir em alta. A previsão foi feita pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que abrange todo o território nacional. Segundo dados apresentados na última segunda-feira, em São Paulo, até o início deste mês o preço do álcool hidratado na usina (sem impostos) havia subido 108,8% comparado com a média entre 2001 e 2004. No ano passado, a alta foi de 29,75%.Este texto foi alterado às 15h45 com complemento de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.