Consumo de alumínio deve cair no País

A queda de 4,8% no consumo doméstico de alumínio transformado no primeiro semestre do ano e a instabilidade econômica do País forçaram a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) a rever para baixo suas previsões de desempenho para 2002. A nova projeção é de um consumo de 740,4 mil toneladas neste ano, com ligeiro aumento de 0,3% sobre as 738,1 mil toneladas consumidas em 2001. A previsão inicial era de um crescimento de 7,1%. A perspectiva de manutenção dos volumes, apesar da queda do primeiro semestre, deve-se principalmente ao crescimento da demanda no setor de fios e cabos, que deve fechar o ano com crescimento de 25,2%, atingindo 91,4 mil toneladas. Nos primeiros seis meses do ano o consumo doméstico de transformados de alumínio somou 360,1 mil toneladas, com queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2001. A explicação da Abal é que o resultado acompanha o fraco desempenho da economia brasileira no período, quando a produção industrial apresentou queda de 0,1% e o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu apenas 0,14%. Os resultados do semestre mostram queda nos principais setores, com exceção de fios e cabos, que cresceu 55,5%, beneficiado pela continuidade dos investimentos na área de transmissão de energia elétrica. De janeiro a junho, o setor consumiu 55,2 mil toneladas, contra 35,5 mil toneladas no mesmo período de 2001. As maiores quedas foram registradas nos setores de laminação, que consumiu 124,6 mil toneladas (volume 13,7% menor do que o registrado nos seis primeiros meses de 2001), e de folhas, que absorveu 26,5 mil toneladas (12,3% a menos).Segundo a Abal, isso reflete a redução da demanda dos principais segmentos consumidores, como a indústria de latas para bebidas, cuja produção caiu 5,5% no período.

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