Consumo de carne cresce 8,2%

Além de colocar milhões de argentinos na pobreza e de ter provocado enorme desemprego, a crise econômica de 2001-2002 tirou de grande parte da população o prazer de almoços fartos em carne bovina, elemento fundamental da cozinha do país. Com a recuperação da economia, o alimento recobrou o status. No meio da crise, o consumo despencou para o nível mais baixo desde que começou a ser medido, em 1914, chegando a 51 quilos per capita/ano. Mesmo assim, os argentinos permaneciam na pole position do ranking global de consumidores de carne, muito acima de uruguaios, americanos, canadenses e brasileiros. Com a recuperação econômica, o consumo aumentou rapidamente. Segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes da República Argentina, de janeiro a outubro de 2007, o consumo de carne per capita subiu para 66,9 quilos por pessoa, 8,2% a mais do que no ano passado. Esse foi o maior volume por habitante dos últimos 11 anos. Embora os argentinos representem 0,6% da população mundial, ingerem 5% de toda a carne produzida no planeta. Além disso, sobre o território argentino existem mais bois do que humanos. O placar é de 50 milhões de bovinos para 37 milhões de habitantes.

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