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Consumo de combustíveis deverá crescer 9,5% em 2010

O consumo de combustíveis no Brasil deve fechar 2010 em 108,14 bilhões de litros, um aumento de 9,5% em relação ao ano passado, e um recorde no país. Os dados consideram uma projeção do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) para os dois últimos meses do ano, com base em levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) fechado até outubro.

KELLY LIMA, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 16h49

De acordo com o Sindicom, "o bom momento da economia brasileira" foi o que motivou este crescimento expressivo. Setores como a agricultura e a mineração, que utilizam o transporte brasileiro em massa, foram fundamentais para esse recorde, bem como a inclusão de novos consumidores na economia brasileira, seja com a aquisição de veículos ou com o maior uso do transporte aéreo.

A perspectiva é de que, para 2011, haja uma elevação nas vendas, acompanhando o movimento do Produto Interno Bruto (PIB). "Talvez não nos mesmos porcentuais deste ano, mas esperamos aumento no consumo, especialmente do diesel, gasolina e querosene de aviação", afirmou o vice-presidente executivo do Sindicato, Alisio Vaz.

Ainda de acordo com os dados do Sindicom, as vendas de diesel devem fechar o ano com aumento de 12,7% em relação a 2009, num volume total de 49,961 milhões de litros. Já a gasolina deve registrar no ano alta de 18,4%, num total de 30,08 bilhões de litros.

"O preço elevado do álcool fez com que o consumidor migrasse deste combustível para a gasolina", disse Vaz. Segundo o Sindicom, as vendas de etanol devem fechar 2010 com queda de 7% em relação ao ano passado, num total de 14,842 bilhões de litros.

As associadas do Sindicom possuem atualmente uma fatia de 83% das vendas de diesel, 74% de gasolina e 59% de etanol. "Não é o fato de sermos menos eficientes na venda de álcool que nos faz ter uma participação menor neste mercado, mas o elevado índice de irregularidade constatado com sonegação de impostos", afirmou Vaz, destacando a importância da criação do Comitê de Fiscalização e Combate à Sonegação no mercado de combustíveis, que vai contar com membros da ANP, Receita Federal e secretarias estaduais da Fazenda.

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