Consumo de energia cai para menor nível desde agosto de 2004

O consumo de energia elétrica registrou desaceleração na taxa de crescimento no mês passado, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Após registrar crescimento superior a 5% no primeiro semestre, o aumento registrado em julho, em relação a igual mês de 2004, ficou em 2,34%. A média diária atingiu 43.757 MW médios, o que é o menor patamar contabilizado pelo ONS desde agosto do ano passado, quando somou 43.528 MW médios.O ritmo de julho é inferior em 7,5% em relação ao registrado em março, quando o País contabilizou recorde absoluto no consumo de energia elétrica, atingindo a média de 47.319 MW médios. A forte desaceleração de julho está em linha com a redução das atividades de alguns segmentos econômicos fortemente intensivos em energia elétrica, como é o caso da siderurgia.Dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) apontam que a produção de aço no País registrou queda de 9,1% no mês de junho, em relação a igual período de 2004. A produção de aço somou apenas 2,5 milhões de toneladas ante os 2,75 milhões em junho de 2004. Na avaliação de técnicos do setor, porém, além da redução no consumo pelo setor industrial, a queda na temperatura nas regiões Sul e Sudeste também contribuiu para um menor consumo.ReservatóriosOs dados do ONS mostram que os reservatórios das grandes hidrelétricas continuam em situação confortável e praticamente no mesmo nível observado em igual período do ano passado, o que sinaliza folga na oferta de energia para os próximos dois anos, mesmo se houver seca.Segundo o ONS, a taxa de ocupação dos reservatórios do Sudeste no final do mês passado estava em 78,25% da capacidade máxima, o que indica queda de 2,25 pontos porcentuais em relação ao final de julho de 2004, um dos melhores patamares registrados no País nos últimos anos. Na região Sul, os reservatórios estavam em 90,65% da capacidade máxima, situando-se 4,07 pontos percentuais acima do registrado no final de julho de 2004. No Nordeste, os reservatórios estavam em 84,36% da capacidade máxima, situando-se 4,03 pontos acima do registrado em igual período de 2004.

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