Consumo de energia cresce 3,8% em 2006

O consumo de energia aumentou 3,8% no ano passado frente 2005, atingindo a 347,371 mil GW/hora, segundo pesquisa anunciada nesta terça-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).O crescimento ficou abaixo do ano anterior, quando o porcentual havia atingido a 4,3% sobre 2004. A expectativa para esse ano, segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, é de que o crescimento seja de 5,3% sobre 2006.Ele ainda firmou que o Brasil precisará rever suas projeções de consumo de energia caso a economia atinja o ritmo de crescimento de 5% ao ano, como quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as categorias de consumo, a industrial ficou abaixo da média, com crescimento de 3,6%. O setor residencial cresceu 3,9% e o maior aumento no consumo ficou no setor de comércio e serviços (4,5%), devido, principalmente, ao segmento de turismo. Tolmasquim está concedendo entrevista coletiva sobre o tema neste momento. Segundo Tolmasquim, as projeções feitas até agora são calculadas com base em um crescimento da economia "entre 4% e 5%" e apontam que as distribuidoras já compraram toda a energia que vão precisar até 2011. Mas ele admitiu que se o crescimento estiver mais próximo do teto, será necessário um acréscimo de mil megawatts (MW) no parque gerador brasileiro em 2010. Tolmasquim garantiu que não haverá problemas, uma vez que há ainda a previsão de dois leilões de energia para garantir o abastecimento daquele ano - o primeiro será realizado ainda em 2007 e o segundo, em 2009. Segundo ele, o consumo de energia no País vem crescendo, em média, 36% acima do crescimento do PIB, durante os últimos quatro anos. O presidente da EPE informou que o governo pretende licitar, ainda no primeiro semestre deste ano, a hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, com capacidade para gerar cerca de 3 mil MW. Será o primeiro leilão dentre os grandes projetos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado ontem pelo governo. A segunda usina do complexo, Jirau, deve ser leiloada no final do ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.