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Consumo de energia elétrica cresce 3,54% em 12 meses

O consumo de energia elétrica em setembro atingiu 47.011 MW médios, com aumento de 3,54% em relação ao registrado em setembro de 2005, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), obtidos pela Agência Estado.O resultado de setembro está abaixo do observado em julho e agosto, quando o crescimento ficou em 5,5% e 4,8%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2005, mas está acima do observado no trimestre abril/junho, quando a expansão do consumo registrou expansão de cerca de 2% sobre igual período de 2005.Os dados do ONS mostram que a região Norte continua liderando a expansão do consumo, com aumento de 7,67% em relação a setembro de 2005, enquanto na região Sudeste o crescimento de setembro foi de 2,97% no intervalo de 12 meses.No Nordeste o aumento foi de 3,31% e no Sul de 4,13% sobre setembro de 2005. No acumulado do ano, houve aumento de 3,72% no consumo nacional, em relação aos primeiros nove meses de 2005, com a região Norte registrando expansão de 8,65%, o Sudeste de 3,39%, o Norte de 3,84% e o Nordeste de 2,73%.Em relação a agosto, os dados do ONS apontam uma queda de 1,40% no consumo mensal em setembro, com a retração mais acentuada sendo observada no Sul, que atingiu 3,08%. No Sudeste, que representa 62% do consumo nacional, a queda de setembro em relação a agosto foi de 2,01%, registrando movimento semelhante ao observado em abril, quando o consumo na região recuou em relação ao mês anterior.Até mesmo na região Norte os dados do ONS apontam queda em setembro, com variação negativa de 0,75% em relação a agosto. Até o primeiro semestre, o consumo de energia elétrica na região Norte estava registrando crescimento de dois dígitos, embalado pela forte expansão das indústrias eletrointensivas instaladas no Norte; a queda de setembro indica um arrefecimento nesse movimento. Em relação a agosto, a única região que apresentou crescimento foi o Nordeste, com aumento de 2,82%. O governo trabalha com expansão na faixa de 2.500 a 3.300 MW médios a cada ano de expansão, conforme cenário básico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006-2015) divulgado no primeiro semestre. Pelos dados do ONS, o maior consumo deste ano foi registrado em março, quando atingiu a média de 49.346 MW médios, recorde absoluto na história do País.O menor patamar foi observado em maio, com 46.026 MW médios, recuperando-se gradualmente desde então, atingindo 46.051 em junho, 46.186 em julho, 47.677 em agosto e caindo para 47.011 em agosto.ReservatóriosO volume de energia acumulada nos reservatórios das grandes hidrelétricas em setembro ficou em 137.044 MW médios, o que corresponde a cerca de três meses do consumo médio nacional. Esse patamar é cerca de 20% abaixo do observado nos meses de setembro de 2005 e 2004, o que ilustra um quadro menos confortável em termos de oferta de energia elétrica a curto prazo.Apesar de estar abaixo do observado nos dois últimos anos, o volume de água ainda não exigirá nenhuma medida emergencial por parte do ONS, já que representa o equivalente a 50,99% da capacidade máxima de armazenamento.No Sudeste, o total de água armazenada (energia) está em torno de 49,59% da capacidade máxima, o que dá uma folga de 15,59 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco (CAR).Esse mecanismo foi criado pelo governo após o racionamento de 2001 para evitar que os reservatórios caiam para patamares considerados críticos pelo governo. O Sudeste representa cerca de dois terços da capacidade máxima de armazenamento, o que confere à região o papel de principal garantidor do sistema elétrico nacional, funcionando como uma grande "caixa d´água".Tradicionalmente, a região registra pouco volume de chuvas entre abril e setembro, quando ocorre o esvaziamento dos reservatórios, recuperando-se no período de outubro a abril.No Sul, os reservatórios encerraram setembro em torno de 42,88% da capacidade máxima de armazenamento, com folga de 29,88 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco. As chuvas voltaram à região em agosto, mas a seca observada no período de maio a agosto foi tão forte que a água que está caindo ainda não chegou aos reservatórios.Os reservatórios do Sul, armazenam apenas 16% do total nacional. A seca de 2006 obrigou o ONS a fazer transferências maciças de energia do Sudeste para o Sul, o que contribuiu para reduzir a água dos reservatórios do Sudeste.No Nordeste, os reservatórios encerraram setembro com 60,42% da capacidade máxima, com 34,42 pontos percentuais de folga em relação a curva de aversão ao risco.

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