Consumo de energia elétrica cresce 5,4% em fevereiro

O consumo de energia elétrica cresceu 5,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2005. O dado, divulgado nesta segunda-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), detalhou que foram gastos 28.598 gigawatt-hora (Gwh) em todo o País. O setor de comércio foi o que mais cresceu no período, com 10,4%. Segundo a EPE, esse aumento foi resultado do maior uso de eletricidade, comum em decorrência do fluxo turístico nessa época do ano, tanto na rede hoteleira quanto em centros de compra. Já o grupo formado pela classe rural, poder público, serviços públicos e iluminação pública, representados na tabela de mercado dentro da rubrica "Outros", obteve alta 10,3%. A prática da irrigação durante períodos de estiagem impactou a demanda nas áreas rurais, enquanto o deslocamento do faturamento de municípios de dezembro de 2005 para janeiro e fevereiro deste ano, motivado por questões orçamentárias, inflou os dados faturados junto aos órgãos públicos. Residencial No caso residencial, onde houve crescimento de 5,4%, a demanda superior se deu por conta da maior utilização de aparelhos de climatização e refrigeração. Ainda de acordo com a EPE, nas residências, verifica-se que o consumo médio por consumidor em fevereiro foi de 146,6 quilowatt-hora por mês (kWh/mês) , 2,3% superior ao de fevereiro de 2005, mas ainda assim 19% inferior ao de fevereiro de 2000, ano que precedeu ao programa de racionamento. O número de consumidores residenciais atendidos pelos agentes distribuidores alcançou o número de 48,6 milhões, indicando crescimento de 3% sobre fevereiro de 2005. Industrial O segmento industrial, que respondeu por 43% de toda a energia elétrica consumida no Brasil em fevereiro, permaneceu com baixa taxa de crescimento, tendo alcançado aumento de 2,1% sobre fevereiro do ano passado. Segundo a EPE, esse resultado indica o pouco dinamismo nos índices de produção industrial verificados nos últimos meses do ano passado. Acumulado Em 2006, o segmento industrial acumula alta de 1,6%, sobre os dois primeiros meses em 2005, bem abaixo dos segmentos residencial, com 3,1%; comercial, com 7%; e outros, com 6,7%. A média geral ficou em 3,6%.

Agencia Estado,

17 Abril 2006 | 14h03

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