Consumo de energia elétrica deve continuar baixo

O baixo consumo de elétrica no País, que vêm preocupando as distribuidoras de eletricidade, deverá continuar no segundo semestre, de acordo com o diretor de Planejamento e Programação de Operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chip. Segundo ele, as projeções de consumo deverão sofrer nova redução em setembro, em reunião conjunta do ONS com o Comitê Coordenador do Planejamento de Expansão dos Sistemas Elétricos (CCPE). A estimativa inicial do governo era que o consumo, após o racionamento, caísse 7% em 2002 em relação às estimativas anteriores à crise energética. Mas em abril a previsão sofreu a primeira revisão, pois a queda já estava em cerca de 10%. Essa primeira revisão quadrimestral do Planejamento Anual de Operação Energética de 2002, apontava para uma média de gasto mensal de 25.221 MW médios nas Regiões Sudeste e Centro Oeste. O consumo acumulado de energia na primeira quinzena de julho foi de 23.523 MW médios, cerca de 10% abaixo da previsão do mês, que é de 26.321 MW médios. Para a região Nordeste, a revisão de abril aponta para um consumo de 5.741 MW médios. Nos primeiros 15 dias de julho, o consumo foi de 5.459 MW médios para uma previsão do mês de 5.838 MW médios. Em abril, somente a previsão de consumo da região Norte foi revista para cima. De fato, o consumo verificado nos primeiros 15 dias de julho foi superior à previsão. O gasto acumulado de energia foi de 2.624 MW médios, cerca de 3% acima da previsão de 2.571 MW médios. Ao contrário do que ocorreu durante o racionamento de energia, as distribuidoras não têm direito a nenhuma compensação em função de perda de rentabilidade gerada pelo baixo consumo. No ano passado a rentabilidade foi garantida por ter sido o racionamento uma determinação governamental. Agora, que o mercado é novamente livre, eventuais perdas são classificadas como risco do negócio, a ser arcada pelos controladores das empresas.

Agencia Estado,

16 de julho de 2002 | 16h36

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