Consumo de energia volta a subir em outubro

Após registrar aumento de apenas 0,6% em setembro em relação a igual mês do ano passado, o consumo de energia voltou a crescer em outubro, com aumento de 4,3% em relação a outubro do ano passado, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).Segundo o ONS, a carga do sistema no mês passado atingiu 46.380,4 MW médios, bem acima dos 45.406,9 MW médios de setembro. O consumo registrado no mês passado é o mais elevado nos últimos oito meses, só perdendo para os 47.320 MW médios registrados em março, até agora recorde absoluto no País.Nordeste registra maior aumentoO maior aumento no consumo nas últimas semanas tem sido na região Nordeste, com crescimento de 7,02% no mês passado em relação ao registrado em outubro de 2004. Na semana passada, inclusive, a região registrou recorde na demanda instantânea, atingindo carga de 8.545 MW no dia 27. Na média, o consumo de outubro ficou em 6.893,8 MW médios.Já o Sul tem registrado comportamento inverso, com queda de 4,63% no mês passado em relação ao registrado em relação a outubro de 2004, com 7.295,7 MW médios. Com isso, a carga do Nordeste tem se aproximado gradativamente da registrada no Sul do País.Em outubro do ano passado, o consumo do Nordeste correspondia a 84% da registrada no Sul e essa participação subiu para 94,5% no mês passado. Mantida essa mesma tendência, é possível que o consumo do Nordeste se equiparará à do Sul até o final do ano.Na região Sudeste/Centro-Oeste, que corresponde a mais de dois terços do consumo nacional, houve a variação de 3,73% em outubro em relação a outubro de 2004, oscilando em torno de 1.651,9 MW médios. Já a região Norte registrou carga média de 3.165,3 MW médios no mês passado, com aumento de 4,02% em relação a igual período do ano passado.Sem problemas de energiaEm termos absolutos, os 46.380,4 MW médios de outubro passado representa uma variação de 1.918,1 MW médios em relação ao computado em outubro de 2004, o que sinaliza que o País vai continuar precisando agregar, pelo menos, mais 3.000 MW de potência elétrica a cada 12 meses para não ter problemas de suprimento de energia nos próximos anos.

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