Consumo de não durável cresce 16,8% na baixa renda

Desembolso com esses itens cresceu 10,7% no 3º trimestre, também puxado pelas classes de menor renda

Agencia Estado

22 de dezembro de 2009 | 09h33

O carrinho de compras das classes D e E ficou mais cheio no terceiro trimestre deste ano. O consumo de alimentos, bebidas, artigos de higiene e de limpeza das famílias de menor renda cresceu 16,8% em volume entre julho e setembro de 2009, comparado ao mesmo período de 2008. Na classe C, o aumento foi de 7,7% e na AB, de 5,2%.

Entre todas as classes sociais, a expansão foi de 9,7%, segundo um estudo da empresa de pesquisa de consumo domiciliar LatinPanel, que capta dados em 8,2 mil domicílios do País. O desembolso com esses itens cresceu 10,7% no período analisado, também puxado pelas classes de menor renda, onde a alta foi de 14,3%, ante 9% na AB e 8,4% na C.

O crescimento do consumo de bens não duráveis no Brasil nos últimos meses foi beneficiado pelo aumento da renda e do emprego. "Com isso, a baixa renda está acessando novas categorias de produtos", explica a diretora comercial da LatinPanel, Christine Pereira. A queda de preços no período também permitiu o cenário de expansão do consumo, segundo Christine. "No ano passado, o brasileiro diminuiu o ritmo de compras por causa da inflação. Agora, isso não ocorreu."

A categoria de alimentos foi a principal responsável pelo crescimento do consumo de bens não duráveis, com aumento em volume médio de 13,8% no terceiro trimestre de 2009, ante mesmo período de 2008. Os produtos de limpeza tiveram crescimento de 9,2% e bebidas, de 6,2%. Entre os itens cujo consumo mais se destacou estão pães, com crescimento de 36% no volume médio, e iogurte, com 10% de expansão.

 

Segundo Christine, o avanço na renda do trabalhador de menor renda atinge diretamente as vendas dos bens não duráveis. "É onde ele gasta a maior parte de seu dinheiro", explica. Além disso, com mais dinheiro, esse consumidor também passa a descobrir novos produtos. Segundo a pesquisa, as classes D e E "estrearam" no consumo de produtos como água sanitária, detergente líquido e massa instantânea. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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