Consumo de substâncias minerais no Brasil ainda é baixo

O consumo per capita de substâncias minerais no Brasil ainda é baixo se comparado ao dos países mais desenvolvidos, apesar de o País ser um importante produtor e exportador de bens minerais, segundo conclui a pesquisa de desenvolvimento sustentável divulgada hoje pelo IBGE. Apesar do nível de consumo ainda baixo e com forte potencial de crescimento, no caso de alguns produtos o consumo per capita cresceu bastante entre 1992 e 2002. O consumo per capita de alumínio, por exemplo, passou de 2,6 quilos/habitante em 1992 para 4 kg/hab em 2002. Crescimentos importantes ocorreram também em materiais de construção como cimento (158,3 kg/hab para 216,6 kg/hab). O caso do cimento é curioso porque, apesar de ter elevado o consumo ao longo de 10 anos, o produto, que havia chegado a um consumo per capita de 242,3 kg/hab em 1998, recuou consecutivamente a partir de então até chegar aos 216,6 kg/hab em 2002. As estatísticas acompanharam o mau desempenho da indústria de construção no período. O técnico responsável pela análise das informações econômicas da pesquisa, Flávio Bolliger, disse que o Brasil tem consumo mineral "muito inferior" aos países desenvolvidos, representando um terço da Alemanha e da França, por exemplo. Segundo ele, a renda baixa da população inibe um consumo maior de produtos minerais no País.

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