'Consumo está em um patamar insustentável' , defende Castelar

Coordenador de economia aplicada do Ibre/FGV critica o peso do consumo para o crescimento da economia 

Álvaro Campos, Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2014 | 02h08

O coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Armando Castelar, não acredita em uma grande mudança na política econômica a partir do próximo ano, no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele criticou a relevância que o consumo vem tendo na conta do PIB brasileiro. "Está se consumindo em um patamar insustentável e investindo cada vez menos. Ou seja, não estamos criando bases para crescer no futuro."

Já o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Mansueto Almeida apontou que o problema da indústria não é falta de demanda, já que as vendas continuam subindo, apesar da produção estagnada, e as importações de manufaturados também crescem. Segundo ele, a questão é que o Brasil se tornou um País caro, com a indústria pagando salários altos, mas sem a produtividade correspondente.

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