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Consumo interno afetará exportação, diz associação do setor

O presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), Primo Roberto Segatto, não acredita que a oscilação do dólar nos últimos dias seja suficiente prejudicar o comércio exterior. Mas aposta que, com a desvalorização do dólar, a queda na inflação e um eventual corte nas taxas de juros o consumo interno vai aumentar e prejudicar as exportações.O efeito sobre as vendas externas reflete a falta de um plano de incentivo à importação de máquinas e equipamentos, necessários para modernizar e aumentar a capacidade produtiva do parque industrial brasileiro. "Sem isso, não haverá excedente exportável", disse. A estimativa da Abracex é de que são necessários US$ 100 bilhões em dois anos para colocar a indústria nacional em uma situação que permita abastecer os mercados interno e externo.Já a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) dúvida que o ritmo de alta das exportações seja mantido no segundo semestre do ano. "O primeiro semestre tem sido excelente, mas não podemos esquecer que os embarques de commodities importantes, como a soja, costumam ser marginais na segunda metade do ano", afirma José Augusto de Castro, diretor da entidade.O empresário destaca que Estados Unidos, União Européia e a Ásia não devem registrar crescimento econômico capaz de impulsionar as importações gerais e as do Brasil, em particular. A AEB mantém as projeções para o comércio exterior neste ano: aumento de 10% nas exportações, para US$ 66 bilhões, e importações a US$ 52 bilhões, com saldo positivo de US$ 14 bilhões.

Agencia Estado,

06 de maio de 2003 | 19h22

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