Consumo não pode crescer acima da produção, diz Lula

'Se crescermos muito, teremos de volta a doença desgraçada que é a inflação', diz o presidente

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

14 de março de 2008 | 12h38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou nesta sexta-feira, 14, que o consumo do País não pode crescer acima da capacidade produtiva e defendeu mais investimentos em fábricas para suprir a demanda doméstica.    Veja também:     Você tem medo que a inflação volte? Varejo tem o melhor janeiro em sete anos Presidente rebate críticos do Bolsa-Família "Se crescermos muito e não houver investimentos em novas fábricas, teremos de volta a doença desgraçada que é a inflação", disse Lula, durante evento de inauguração de uma escola em Araraquara (SP) e assinatura de contratos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade. Lula voltou a falar que o Brasil vive o melhor momento dos últimos 30 anos e que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode continuar crescendo até 6% ao ano, desde que não haja uma expansão do consumo acima da oferta. Em 2007, o crescimento da economia brasileira foi de 5,4%. Medidas cambiais Lula disse ainda que as medidas cambiais adotadas para conter a queda do dólar foram corretas e trarão efeitos no médio prazo. "Não existem medidas cambiais imediatas, elas foram anunciadas anteontem e acho que as pessoas nem sabem ainda. É como uma dor de cabeça, não melhora assim que você toma o comprimido." O presidente disse que as medidas são de prevenção para facilitar e não inibir o crescimento e desenvolvimento do Brasil. Segundo ele, as medidas servem para melhorar a capacidade de exportação do País e o governo trabalha para que o real não fique tão valorizado porque diminui a quantidade de produtos exportados. Lula participou nesta sexta-feira da cerimônia de anúncio de investimentos de R$ 155,9 milhões em saneamento e infra-estrutura para construção de um contorno ferroviário em Araraquara, São Paulo. Do total a ser investido, R$ 115,9 milhões serão oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o restante será fornecido pelas prefeituras beneficiadas.

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