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Consumo nos EUA aumenta 0,2%

Crescimento verificado em julho ocorreu a despeito de a confiança dos consumidores ter piorado

Gustavo Chacra, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

29 de agosto de 2009 | 00h00

O consumo dos americanos aumentou 0,2% em julho, de acordo com dados publicados ontem pelo Departamento do Comércio. Esse crescimento não significa melhora na confiança dos consumidores, que atingiu o ponto mais baixo desde abril, segundo levantamento realizado pela Universidade de Michigan em conjunto com a agência de notícias Reuters.A elevação no consumo em relação ao mês anterior seguiu uma tendência iniciada em maio, depois de quedas nos meses anteriores. O total consumido a mais pelos americanos em julho, quando comparado com junho, é de US$ 25 bilhões. Já a renda disponível para os americanos gastarem se manteve praticamente estável, depois de uma queda de 1,1% em junho."Na primeira metade deste ano, mais de 95% das famílias se beneficiaram de um corte nos impostos, como parte do programa de estímulo, que aumentou a renda disponível para os americanos", disse a subsecretária do Comércio, Rebecca Blank, em nota. "O aumento ajudou a estabilizar as condições econômicas, em meio ao pior clima econômico em gerações."O incentivo do governo para a troca de carros usados por novos e os cortes nos impostos foram os dois principais responsáveis pelo aumento no consumo, de acordo com o Departamento do Comércio. Alguns economistas advertiram, no entanto, que o programa para a compra de carros acabou afetando negativamente outros setores, já que os consumidores canalizaram os seus recursos para o setor automobilístico, adquirindo menos outros produtos.SEM CONFIANÇAA confiança do consumidor americano atingiu o nível mais baixo em quatro meses, de 65.7 pontos. A pesquisa indicou, porém, a elevação no índice de expectativa do consumidor, para 65 pontos, ante 57,9 um ano atrás. Para economistas, esse índice reflete melhor o atual sentimento do consumidor na hora da decisão de compra.Para Richard Curtain, diretor da pesquisa, "os consumidores disseram ter ouvido mais anúncios econômicos positivos em agosto e estão mais propensos a esperar a melhora da economia no próximo ano"."Infelizmente", diz Curtain, "o otimismo foi acompanhado de uma visão mais sombria dos consumidores sobre suas finanças desde a Grande Depressão". Apesar de a recessão já estar terminando, os consumidores devem manter os gastos reduzidos por um período maior de tempo, disse ele.O medo do desemprego e o endividamento da população são os principais responsáveis por manter os consumidores longe das compras nos EUA. A retomada no consumo, responsável por 70% do PIB, é considerada fundamental para o país voltar a crescer.Anteontem, o governo confirmou a contração de 1% na economia em julho. A queda não foi maior porque aumentaram os gastos governamentais, enquanto o consumo e o investimento privado continuam baixos.

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