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Consumo paulista de energia recua 2,1% em julho

O consumo de energia elétrica voltou a registrar retração no Estado de São Paulo em julho. Segundo informações divulgadas hoje pela secretaria paulista de Saneamento e Energia, o volume de eletricidade distribuído recuou 2,1% em julho deste ano ante igual intervalo de 2008, de 9,87 mil GWh (gigawatts/hora) para 9,67 mil GWh. Essa queda é atribuída à retração do consumo do setor industrial, que no período comparado caiu 8,1%, de 4,62 mil GWh para 4,24 mil GWh.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

14 de agosto de 2009 | 12h06

Em contrapartida, as vendas para o segmento residencial registraram crescimento de 6,6%, de 2,58 mil GWh para 2,75 mil GWh. O consumo na classe comercial apresentou comportamento praticamente estável, com ligeira alta de 0,8%, de 1,615 mil GWh para 1,628 mil GWh. Segundo o governo paulista, o volume distribuído no acumulado do ano até julho recuou 1,7% na comparação com igual intervalo de 2008, de 68,27 mil GWh para 67,08 mil GWh.

Se a crise econômica ainda impacta o consumo de energia elétrica, as vendas de gás natural no Estado de São Paulo dão sinais de recuperação. Na comparação entre julho de 2009 e igual mês de 2008, o volume total distribuído do insumo recuou 8,4%, para 467,714 milhões metros cúbicos (m³) - ou 15,087 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Em junho de 2009, as vendas de gás em território paulista haviam somado 378,530 milhões de m³, ou 12,61 milhões de m³/dia.

A indústria é a responsável pela recuperação no consumo de gás. Entre julho de 2009 e igual mês de 2008, as vendas para essa classe recuaram 6,3%, para 373,888 milhões de m³ (12,06 milhões de m³/d). Essa queda é muito inferior ao nível verificado em junho deste ano. Na ocasião, o consumo industrial do insumo havia sido de 303,594 milhões de m³ (10,11 milhões de m³/d), o que sinaliza uma recuperação da atividade econômica e também o impacto positivo dos leilões de curto prazo promovidos pela Petrobras, que venderam o gás a um preço abaixo do valor dos contratos vigentes e permitiu recuperar os clientes que migraram para o óleo combustível.

Outra classe com desempenho positivo foi a residencial. Na comparação entre julho deste ano e o mesmo mês de 2008, as vendas para estes clientes cresceram 24,2%, para 16,445 milhões m³ (530,4 mil m³/d). O consumo no segmento comercial também aumentou 10% no período, para 9,32 milhões de m³ (300,8 mil m³/d). A demanda de cogeração, processo usado nas indústrias e nos setores de serviço e comércio, registrou alta de 8,3%, para 28,068 milhões de m³ (905,4 mil de m³/d). As vendas para gás natural veicular (GNV), porém, recuaram 18,3%, para 39,98 milhões de m³ (1,289 milhão de m³/d). A secretaria informou que não houve geração das termelétricas a partir do gás natural no mês de julho.

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