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Consumo pessoal cresce nos EUA, mas renda preocupa

O lento crescimento de renda em setembro fez os consumidores dos Estados Unidos reduzirem a poupança para aumentar os gastos, gerando dúvida sobre a durabilidade do ímpeto econômico visto no terceiro trimestre.

REUTERS

28 de outubro de 2011 | 14h10

O gasto do consumidor aumentou 0,6 por cento, informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira, após alta de 0,2 por cento em agosto.

Embora a alta do consumo pessoal --que é responsável por cerca de 70 por cento da atividade econômica dos EUA-- tenha acontecido às custas da poupança, analistas disseram que os dados ainda são bons sinais para o quarto trimestre.

O cenário também foi ajudado pelo aumento da confiança do consumidor neste mês, e economistas esperam que o humor melhore ainda mais, enquanto os mercados de ações se recuperam dos tombos recentes.

O índice de confiança Thomson Reuters/Universidade de Michigan subiu de 59,4 em setembro para 60,9 em outubro. A pesquisa preliminar deste mês viu declínio para 57,5.

"O risco maior é o declínio na taxa de poupança, que pode resultar em um recuo no crescimento dos gastos se os consumidores tentarem reconstruir rapidamente suas economias", disse John Ryding, economista-chefe da RDQ Economics em Nova York.

A taxa de poupança caiu para 3,6 por cento, a mais baixa desde dezembro de 2007, comparado a 4,1 por cento em agosto.

Outro relatório, do Departamento de Trabalho, mostrou que os salários subiram 0,3 por cento no terceiro trimestre --a menor alta em um ano--, após ganho de 0,4 por cento no trimestre anterior.

DESEMPREGO DEPRIMINDO RENDA

O forte gasto do consumidor contribuiu para um crescimento do PIB à taxa anualizada de 2,5 por cento no terceiro trimestre, a maior em um ano, depois da anêmica expansão de 1,3 por cento no segundo trimestre.

Mas, uma vez que a renda não está puxando os gastos, a economia pode perder o ímpeto recém-encontrado. No terceiro trimestre, o consumo pessoal aumentou 2,4 por cento, a maior alta em quase um ano.

O elevado nível de desemprego, caracterizado por uma taxa de desocupação acima de 9 por cento, está restringindo o crescimento de renda. Em agosto, antes da alta do mês passado, os salários haviam caído 0,1 por cento.

Por outro lado, as pressões inflacionárias reduzidas devem dar algum alívio para os norte-americanos. O índice de preços PCE subiu 0,2 por cento mês passado, ante taxa de 0,3 por cento em agosto. Nos 12 meses até setembro, o PCE subiu 2,9 por cento, mesma margem de alta de agosto.

Uma medida do núcleo da inflação, que exclui custos de alimentos e energia, ficou estável no mês passado, após alta de 0,2 por cento em agosto. Nos 12 meses até setembro, o núcleo do PCE avançou 1,6 por cento, após inflação de 1,7 por cento em agosto.

O Federal Reserve gostaria de ver essa medida perto de 2 por cento.

(Reportagem de Lucia Mutikani e Jason Lange)

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