Consumo sobe 16% no Centro-Oeste

O consumo das famílias que vivem no Centro-Oeste do País, irrigado principalmente pelo agronegócio, destacou-se ante todas as outras regiões no primeiro semestre. Os moradores nos domicílios de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal consumiram um volume de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza 16% maior em relação a igual período em 2006, revela uma pesquisa do instituto LatinPanel. O crescimento da média nacional foi de 6%. O Centro-Oeste também lidera no aumento do consumo no levantamento da Nielsen. A última pesquisa do instituto mostra um crescimento expressivo de Distrito Federal, Mato Grosso Sul e Goiás em relação a outras áreas. Nas cestas de 156 categorias de produtos pesquisados no varejo pela Nielsen, em sete regiões, o crescimento do Centro-Oeste é de 11,5%. Em segundo lugar vem a região da Grande São Paulo, com aumento de 6,2%. O Nordeste, que tem chamado a atenção pelo aumento acelerado do consumo, dessa vez ficou para trás. Nos últimos dois anos, principalmente com a ajuda da Bolsa-Família, a região Norte/Nordeste crescia numa média de três pontos porcentuais acima da média Brasil, de acordo com a LatinPanel.O cenário mudou e no primeiro semestre os lares nordestinos tiveram menor expansão no consumo de alimentos, produtos de higiene e limpeza - em volume, de apenas 1% ante 2006. Não que o Nordeste tenha perdido a importância no consumo para o Centro-Oeste. Afinal, observa a responsável pela pesquisa da LatinPanel, Fátima Merlin, o Nordeste já cresce sobre uma base forte, por isso tem variações menores. A LatinPanel acompanha o consumo semanal de 8.200 domicílios no País e monitora 70 categorias das cestas de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza. A amostra representa 82% da população domiciliar do País e 91% do potencial de consumo do mercado local. "Cada domicílio no Centro-Oeste está comprando, em média, 7% a mais em relação ao primeiro semestre de 2006", diz Fátima Merlin. "Essas famílias também tiveram gastos cerca de 5% maiores do que no ano anterior." O melhor desempenho do consumo, observa, mostra a melhora de renda na região."Tivemos uma retomada do poder aquisitivo do produtor este ano com a recuperação dos preços dos grãos. Esse fato, é claro, repercutiu em toda a cadeia do consumo na região", diz o presidente da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), Sussumu Honda.O varejo brasileiro, observa, está sendo muito beneficiado com a evolução da renda. No primeiro semestre, o rendimento médio real do trabalhador cresceu 7% com a queda nas taxas de desemprego. No Centro-Oeste a oferta de postos de trabalho aumentou 68%, mostram pesquisas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

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