Consumo teria de crescer 4% e FBCF 6% ao ano para investimento atingir 25% do PIB

Avaliação foi feita pela LCA; Hoje a taxa de investimento é próxima de 20% ao PIB

Francisco Carlos de Assis e Gustavo Porto, da Agência Estado,

12 de abril de 2013 | 10h22

SÃO PAULO - O economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, avaliou, há pouco, no seminário "Rumos da Economia - Nosso Modelo de Crescimento", em São Paulo, que a taxa de investimentos só chegará aos 25% do Produto Interno Bruto na próxima década se o consumo chegar a uma alta anual de 4% ao ano e o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) avançar 6% ao ano. Hoje a taxa de investimento é próxima de 20% ao PIB.

No entanto, segundo ele, o déficit em conta corrente deveria ser ainda maior, já que boa parte do crescimento de consumo e investimentos, de nos últimos dez anos "foi financiada por importações", que cresceu 8,8% no período. "O déficit em conta corrente deveria ser de 6% do PIB hoje, mas está bem abaixo disso, por conta da relação de troca, já que os preços são melhores para exportações do que para importações", disse. "Esse cenário não vai continuar".

Ainda segundo ele, o Brasil corre risco de uma "parada súbita de financiamento" externo para um país com um déficit em conta corrente tão alto. "Isso já aconteceu várias vezes na economia mundial", afirmou.

Uma das saídas, segundo o economista, é ampliar a taxa de investimentos em infraestrutura econômica e ainda reduzir importações de petróleo e derivados. "A agenda de concessões é um marco importante para retomar essa agenda de crescimento", concluiu.

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