Conta corrente tem superávit de US$ 471 milhões em setembro

Transações do País com o exterior têm saldo positivo no mês, mas ficam bem abaixo da expectativa do BC

Fábio Graner e Gustavo Freire, da Agência Estado,

22 de outubro de 2007 | 11h21

A conta de transações correntes do Brasil registrou em setembro superávit de US$ 471 milhões, valor abaixo do previsto pelo Banco Central, de US$ 1,3 bilhão e também do piso das estimativas apurado pela Agência Estado, de US$ 800 milhões.  O resultado de setembro foi determinado por um superávit de US$ 3,471 bilhões na balança comercial e déficit de US$ 3,269 bilhões na conta de serviços e renda e transferências unilaterais de US$ 268 milhões.  No acumulado do ano, a conta corrente registra saldo positivo de US$ 5,640 bilhões, o equivalente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos 12 meses encerrados em setembro, o superávit na conta de transações correntes ficou em US$ 9,008 bilhões, o correspondente a 0,75% do PIB.  Investimentos Os investimentos estrangeiros diretos, por sua vez, somaram US$ 1,537 bilhão em setembro. No mesmo mês do ano passado, o IED somou US$ 1,752 bilhão. O valor de setembro ficou um pouco acima do previsto pelo Banco Central - US$ 1,3 bilhão.  No acumulado de janeiro a setembro, o IED soma US$ 28,013 bilhões, o correspondente a 3,01% do PIB. No ano passado, nessa mesma base comparativa, o IED ficou em US$ 11,906 bilhões, o que equivalia a 1,50% do PIB. No acumulado em 12 meses terminados em setembro, o investimento direto totaliza US$ 34,889 bilhões (2,89% do PIB) ficando abaixo do valor registrado no intervalo de 12 meses encerrados em agosto, que foi de US$ 35,105 bilhões, o que correspondia a 2,95% do PIB.  Os investimentos de brasileiros no exterior somaram, em setembro, US$ 2,057 bilhões, acumulando no ano um retorno líquido de US$ 3,335 bilhões.  Remessas Já as remessas de lucros e dividendos em setembro foram de US$ 1,686 bilhão. O valor veio acima do US$ 1,369 bilhão de agosto, e também superou os US$ 864 milhões de setembro do ano passado.  No período de janeiro a setembro, as remessas de lucros e dividendos estão acumuladas em US$ 13,784 bilhões. Em igual período do ano passado, as remessas estavam acumuladas em US$ 11,608 bilhões.  O Banco Central também registrou em setembro um gasto de US$ 427 milhões com juros da dívida externa. O valor ficou acima dos US$ 190 milhões pagos em agosto, mas abaixo dos US$ 967 milhões verificados em setembro do ano passado. No período de janeiro a setembro, as despesas com pagamento de juros externos estão acumuladas em US$ 6,111 bilhões. Em igual período do ano passado, esses gastos somavam US$ 8,654 bilhões.  Dívida A dívida externa total do Brasil atingiu US$ 193,720 bilhões, de acordo com estimativas divulgadas pelo BC. Em junho, a última posição fechada, a dívida era de US$ 191,358 bilhões.  A dívida de curto prazo nessa base de comparação passou de US$ 45,905 bilhões para US$ 41,052 bilhões. A dívida de médio e longo prazo, subiu de US$ 145,453 bilhões, em junho, para US$ 152,668 bilhões em setembro.

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