Conta de luz deve subir 2,6% em 2015 e 5,5% em 2016, diz governo

Já em 2017, segundo o Ministério de Minas e Energia, a alta na tarifa será de 1,4%; aumentos são reflexo do socorro às elétricas

Anne Warth, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 18h01

BRASÍLIA - Preocupado com a repercussão do impacto nos reajustes das tarifas de energia no próximo ano, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, disse que o efeito do empréstimo bancário às distribuidoras terá um impacto menor na conta de luz que o esperado pelo mercado. Segundo ele, o impacto na conta de luz dos consumidores será de altas de 2,6% na tarifa em 2015; 5,5% em 2016 e 1,4% em 2017.

De acordo com o secretário-executivo do MME, o financiamento terá um efeito de aumento tarifário, mas isso será abatido pela devolução das concessões das usinas da Cesp, Cemig e Copel. Em 2015, segundo ele, o consumidor terá de pagar R$ 5,9 bilhões, cobrados na conta de luz, pelo empréstimo. Mas, no mesmo ano, a devolução dessas usinas terá um impacto redutor de R$ 3,3 bilhões nas tarifas. O efeito líquido seria de 2,6%.

 Em 2016, o consumidor terá de pagar R$ 10,5 bilhões pelo empréstimo e o efeito da devolução das usinas será de R$ 5 bilhões. O efeito líquido seria de 5,5%. Em 2017, o consumidor terá de pagar R$ 6,7 bilhões pelo empréstimo e o efeito das usinas será de R$ 5,3 bilhões. O efeito líquido seria de 1,4%.

Na terça-feira, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que o efeito do empréstimo na conta de luz dos consumidores será de oito pontos porcentuais nos próximos dois anos. Segundo Zimmermann, seus números são diferentes dos divulgados pela Aneel porque o abatimento não teria sido feito na conta da agência. 

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