Conta de luz subirá 2,6% em 2015, diz Ministério de Minas e Energia

Em 2016, reajuste seria de 5,6% no bolso do consumidor; em 2017, de 1,4%; números são inferiores a previsões de alguns economistas

Luci Ribeiro, Agência Estado - Atualizado às 15h30

06 de agosto de 2014 | 13h55

BRASÍLIA - O Ministério de Minas e Energia reafirmou em nota nesta quarta-feira, 6, que o custo do empréstimo bancário coordenado pelo governo para socorrer o setor de distribuição de energia elétrica terá impacto nas tarifas de luz de 2,6% em 2015; 5,6% em 2016; e 1,4% em 2017. Os porcentuais de aumento já haviam sido anunciados pelo secretário executivo da pasta, Márcio Zimmermann, na semana passada.

O número oficial está bem abaixo das estimativas do mercado. Para alguns economistas, a mordida no bolso será maior, de entre 10% e 17%. E de acordo com o JP Morgan, pode chegar a 29%

Segundo a nota do governo, são considerados no cálculo o montante de R$ 17,7 bilhões da Conta-ACR, "visto que se encontra em negociação pelo Ministério da Fazenda um novo empréstimo no valor de R$ 6,5 bilhões, em condições similares às do empréstimo de R$ 11,2 bilhões".

O Ministério destaca ainda no documento que o vencimento das concessões de geração a partir de janeiro de 2015, cuja energia será contratada sob o regime de cotas de garantia física e de potência, "irá amenizar significativamente o custo da operação de crédito contratada com um sindicato de bancos, públicos e privados". 

O prazo para amortização, diz a nota, é de 24 meses, com carência até outubro de 2015.

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