JF Diorio/Estadão
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Juros

E-Investidor: Esperado, novo corte da Selic deve acelerar troca da renda fixa por variável

Conta de luz terá reajuste de 38,3% em 2015, diz BC

Na ata da última reunião do Copom, Banco Central projeta aumento de 10,7% para preços administrados, pressionados pela alta da gasolina; cenário serviu como base para reajuste da Selic

Victor Martins, Célia Froufe e Adriana Fernandes, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2015 | 10h37

BRASÍLIA - A tarifa de energia elétrica vai sofrer um reajuste de 38,3% este ano, segundo estimativa publicada pelo Banco Central nesta quinta-feira, 12, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento detalha o cenário em que o colegiado se baseou para elevar a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% para 12,75% ao ano. A expectativa anterior para o aumento da tarifa era de 27,6%.

No caso de telefonia fixa, a previsão da diretoria do BC é de uma queda de 4,1% em 2015 ante expectativa anterior de elevação de 0,6%, divulgada no começo do ano.


Para formar seu cenário para os preços administrados, o BC informou também que levou em conta hipótese de elevação de 8% no preço da gasolina, mesmo valor do documento anterior, e de alta de 3,2% no preço do botijão de gás (3% era a estimativa anterior). Até a ata da reunião do Copom de dezembro, a instituição limitava-se a relatar a variação desses itens dentro de um limite de tempo.

Assim como no documento de janeiro, o BC voltou a explicar no documento que a alta da gasolina é reflexo de incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e da PIS/COFINS. Disse ainda que no caso da energia, a projeção se explica devido ao repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Preços administrados. O Banco Central repetiu a mesma fórmula de detalhar suas projeções para os preços administrados e monitorados pelo governo, como trouxe no documento de janeiro. 

Na reunião do Copom da semana passada, o colegiado elevou a Selic considerando que a alta dos preços administrados em 2015 seria de 10,7%, e não mais de 9,3% como no documento anterior. No caso de 2016, a previsão de alta de 5,1% desse conjunto de preços foi substituída por uma elevação de 5,2%.

No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das estimativas para esses preços em 2015 subiu para 11,18% - estava em 8,70% às vésperas da ata de janeiro. No caso de 2016, a mediana mais recente das previsões do mercado financeiro aponta para uma alta de 5,50%, inferior à taxa de 5,80% na ocasião da ata de janeiro.

A perspectiva de realinhamento dos preços administrados em comparação com os livres tem sido uma tônica constante nos documentos do BC e discursos de seus porta-vozes desde o fim do ano passado. Esse fato, aliado a um realinhamento também dos preços domésticos em relação aos internacionais, são apontados como os principais fatores de pressão sobre a inflação. 

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