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Conta inativa do FGTS com investimento na Vale e na Petrobrás também poderá ter dinheiro sacado

O que vai determinar se o cidadão tem direito ao benefício é se a conta pelo qual os investimentos foram feitos está inativa ou não

Fernando Nakagawa, de Brasília, O Estado de S. Paulo

27 Dezembro 2016 | 19h04

Contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que tiveram parte dos recursos investidos em ações da Vale e da Petrobras também poderão ter o dinheiro sacado pelos brasileiros. A informação foi dada pela Caixa, que ainda não informou o montante que poderá ser retirado com a nova regra.

Segundo a Caixa, o direito ao saque será dado a todos os trabalhadores com contas inativas que usaram no passado parte do fundo para investir nas ações das duas companhias através dos Fundos Mútuos de Privatização. O que determinará se o cotista terá o benefício é se a conta de origem desses recursos está ou não inativa, explica o banco. Se não houver movimentação de depósito do empregador, o saque será liberado junto com os demais recursos da conta de origem.

A Caixa ainda não tem o dado consolidado sobre o montante das contas inativas aplicado em ações da Vale e Petrobras. Os dados da indústria de fundos disponíveis no terminal Broadcast, serviço de tempo real do Grupo Estado, mostram que atualmente há 74 carteiras que administram recursos do FGTS em ações da Vale e Petrobras. Juntos, esses fundos têm R$ 3,93 bilhões investidos.

Vale lembrar, no entanto, que esse é o patrimônio total das carteiras e não é possível distinguir quais cotas têm origem em contas ativas ou inativas. Portanto, o valor não se refere ao montante potencial que poderia ser sacado caso os cotistas decidam pela retirada.

Quando o saque for liberado, o cotista deverá procurar a instituição financeira responsável pela gestão da carteira e não necessariamente a Caixa para pedir os recursos. Os fundos de privatização foram abertos por diversas instituições financeiras públicas e privadas. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), há mais de 20 instituições financeiras que administram fundos com recursos do FGTS.

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