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Contágio é visível, diz Nogueira Batista

O economista Paulo Nogueira Batista Junior, representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), avaliou ontem que a crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos já começou a contaminar outros segmentos. ''''O contágio para outros segmentos já é visível. Houve a contaminação de fundos importantes.'''' Segundo ele, ainda não é possível saber ''''a quantidade de problemas potenciais'''' que a crise pode provocar na economia mundial, mas, ao contrário de alguns analistas, acredita que a crise americana pode afetar a economia real.O representante do FMI disse que é difícil prever a duração da crise e avaliou que o Brasil ''''viverá de susto em susto''''. ''''Não existem estatísticas adequadas e os supervisores não sabem todos os riscos envolvidos e a cadeia de ligação desse mercado'''', afirmou.Embora tenha admitido que o Brasil esteja mais sólido que no passado, Nogueira Batista disse estar preocupado porque o País já passou por maus momentos. ''''O Brasil tem uma posição mais forte, com reservas maiores e uma queda da relação entre dívida e PIB, mas se a crise for muito grave terá que se preparar.'''' Para ele, é importante que o Banco Central (BC) mantenha a política de aumento das reservas internacionais e uma posição fortalecida no balanço de pagamentos.Mas disse que a crise tem um lado positivo: reduzir o processo de valorização do real. ''''Foi preciso que o mundo viesse abaixo para resolver a questão do câmbio no Brasil. Espero que pelo menos esse benefício, de ter uma desvalorização moderada, a crise traga.'''' Nogueira Batista acredita que o BC pode contribuir para a desvalorização do real dando continuidade à redução das taxas de juros e intervindo no mercado para enxugar o volume de dólares.Para o novo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, o Brasil não está ''''desguarnecido'''' para enfrentar a crise. Ele afirmou que o País não tem a vulnerabilidade que tinha no passado recente e está em situação privilegiada. ''''Agora, tudo vai depender da evolução dos acontecimentos.''''

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