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Contas de celular atrasadas sobem 10 vezes em 4 anos no Rio

O percentual de consumidores em atraso nas contas de telefone móvel na Região Metropolitana do Rio de Janeiro subiu quase 10 vezes entre agosto de 2002 (1,8%) e agosto de 2006 (10,5%), segundo mostra pesquisa realizada pelo Instituto Fecomercio-RJ. Em agosto de 2005 o percentual de contas em atraso neste serviço também era bem menor, de 5,6%.A diretora do instituto, Clarice Messer, disse que o aumento no percentual dos que declararam atrasos nessas contas foi um dos destaques da pesquisa e avalia que o crescimento pode estar vinculado ao maior número de assinantes de serviços pós-pago.Segundo dados da Anatel relativos a todo o País - não há dados específicos para a capital fluminense - o número de assinantes de serviço pós-pago subiu de 9.318.979 em agosto de 2002 para 18.310.196 em agosto deste ano. No mesmo mês do ano passado, em todo o Brasil, somavam 14.861.688.O analista de telecomunicações do Pactual, Carlos Vasques, disse que os dados de inadimplência em telefonia móvel não preocupam e que há uma "estabilização" no movimento de migração de celulares pré-pagos para pós-pagos no País. Segundo ele, não é possível antever se os dados captados pela Fecomércio em agosto configuram uma tendência, já que os dados já fornecidos pelas operadoras referem-se até o segundo trimestre do ano e não incorporam os meses de julho e agosto.No Rio de Janeiro operam as empresas de telefonia celular Claro, TIM, Oi e Vivo. Segundo lembra Vasques, sem dúvida há um aumento no número de assinantes do serviço pós-pago mas "a inadimplência sempre se mostrou em patamares mais controlados" nas empresas de celulares do que nas de telefone fixo.Dados do Instituto Fecomercio-RJ apontam que o percentual de consumidores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro que declararam atraso em contas de telefone fixo manteve-se muito elevado em agosto (54,8%), mas é inferior ao apurado em agosto de 2005 (58,7%).Os pesquisadores do instituto indagaram os entrevistados se eles estavam com alguma conta fixa, e quais, em atraso. Foram ouvidos 3.165 consumidores entre os dias 15 e 18 de agosto.

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