Contas devem ser pagas em dia apesar de greve, diz Procon

Segundo assessora, consumidores devem arrumar alternativas para quitar contas com paralisação nos Correios

Agência Brasil,

04 de julho de 2008 | 15h14

Com a greve dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), iniciada na última terça-feira, 1º, a população pode sofrer atrasos no recebimento de contas ou de encomendas. Por isso, mesmo sem registro de reclamações relacionadas ao assunto até o momento, a Fundação Procon-DF orienta o consumidor sobre os cuidados que deve tomar para não ter que pagar multas ou encargos em caso de atraso no pagamento de contas.   "O fato da greve não exime o consumidor de pagar os seus débitos até o dia do vencimento", alerta a assessora especial da presidência do Procon-DF, Ildecer Amorim. "A orientação que nós estamos dando ao consumidor é que ele busque a empresa em que ele tem conta a pagar e peça que seja fornecida outra forma de pagamento", acrescenta.   Ildecer explica que o consumidor tem o direito a uma segunda opção de pagamento, como débito em conta provisório, boleto bancário enviado por fax ou e-mail, ou qualquer outro meio que não dependa dos serviços dos Correios.   "Caso o consumidor tenha procurado a empresa para obter outra opção de pagamento e não conseguir e ainda houver cobrança de multa, deve procurar o Procon, que tomará as providências para que ele fique isento do pagamento dessas cobranças", orienta.   A assessora também informa que, se o consumidor tiver um contrato direto com os Correios, como no caso de entrega de encomendas por Sedex, ele tem o direito de receber indenização se tiver prejuízo.   A paralisação dos trabalhadores dos Correios é por tempo indeterminado. Segundo a ECT, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amapá não aderiram à paralisação. Em Roraima, os trabalhadores retomaram as atividades nesta sexta, de acordo com a empresa.   Audiência   O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse nesta sexta esperar que até terça-feira a greve dos funcionários da ECT esteja encerrada. Ele lembrou que na próxima segunda-feira haverá audiência de conciliação promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em virtude do pedido da ECT para que o TST declare o movimento abusivo.   Segundo o ministro das Comunicações, "a ECT está cumprindo rigorosamente tudo o que foi acertado com as lideranças sindicais". A greve foi iniciada terça-feira passada, impedindo a entrega, até quinta-feira, de cerca de 28 milhões de objetos, entre cartas e encomendas. Os grevistas reivindicam um salário de carteiro de R$ 1.119,00 por mês. A ECT informa que, com o adicional de R$ 260,00 pago a partir de junho, esse salário subiu para R$ 863,00 mensais.   (com Gerusa Marques, da Agência Estado)

Mais conteúdo sobre:
GreveCorreios

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.