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Contas do governo central têm pior setembro em 17 anos

No período, houve um déficit primário de R$ 10,4 bilhões; com isso, o esforço fiscal no ano já caiu pela metade

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

31 de outubro de 2013 | 09h48

BRASÍLIA - As contas do governo central apresentaram em setembro um déficit de R$ 10,473 bilhões, o pior resultado desde dezembro de 2008, quando foi de R$ 19,994 bilhões. Também foi o pior setembro em 17 anos. É o segundo mês consecutivo com o pior resultado para o mês da série histórica. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do mercado.

O mercado financeiro foi surpreendido pelo tamanho do déficit primário das contas do governo central em setembro. Já se esperava um resultado ruim, mas o déficit ficou além do estimado. Muitos analistas estão neste momento investigando mais detalhadamente as razões do resultado. "O resultado foi desastroso, ficamos surpresos. Ainda estamos investigando as causas", disse Felipe Salto, da Consultoria Tendências.

Até setembro, o governo central - que reúne as contas do Tesouro Nacional, Banco Central e INSS - acumula um superávit primário de R$ 27,943 bilhões, apresentando uma queda de 49% em relação ao mesmo período do ano passado. O superávit acumulado no ano também é menor que a meta prevista para o governo central na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) até o segundo quadrimestre (agosto), de R$ 35 bilhões.

Pesou nas contas de setembro uma redução das receitas, de R$ 2,4 bilhões em relação a agosto, e um aumento das despesas, de R$ 10,2 bilhões no mesmo período. A meta até o final do ano do governo central é de R$ 73 bilhões.

De acordo com dados divulgados pelo Tesouro, o esforço fiscal do governo central caiu de 1,69% do PIB de janeiro a setembro de 2012 para 0,80% do PIB no mesmo período deste ano. No período de 12 meses até setembro, o superávit do governo central é equivalente a 1,3% do PIB, ou R$ 61,4 bilhões.

Setembro. Os dados mostram que o Tesouro em setembro apresentou superávit de apenas R$ 1,321 bilhão, acumulando saldo positivo de R$ 76,113 bilhões no ano.

Por outro lado, a Previdência apresentou déficit primário de R$ 11,763 bilhões no mês passado e no ano até agosto teve resultado negativo de R$ 47,613 bilhões. As contas do Banco Central tiveram déficit primário de R$ 31 milhões. No acumulado do ano, o resultado é déficit de R$ 556,8 milhões.

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